sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Ena tanta gente importante a ver o F.C.Porto...


Manchester United, Manchester City, Leicester, WBA, Everton, QPR, Newcastle, Barcelona, Atletico de Madrid, Celta de Vigo, Sevilha, Inter, Milan, Juventus, Atlanta, Udinese, Borrussia de Dortmund, Bayern de Munique, Bayer de Leverkusen, Lech Poznan, Wisla Cracóvia, Montpellier e Shakhtar, foram os clubes que se credenciaram para assistir ao F.C.Porto - BATE Borisov da última quarta-feira. Não é uma originalidade nossa, acontece noutros estádios, mas depois de tanta exuberância colectiva e individual, os blocos de notas de muitos desses clubes devem ter ido recheados de apontamentos muito elogiosos. Assentando uma parte do nosso modelo de gestão na compra, valorização e venda, com mais valias, de jogadores, a exibição e a goleada frente aos bielorrussos, foram muito importantes. Não podemos fugir desta realidade, por mais que nos custe, por mais pena que nos deixe, em alguns casos, o facto de desfrutarmos tão pouco de jogadores que nos proporcionam momentos de pura magia - Brahimi, por exemplo. Aliás, a propósito do argelino, mas não só, Mike e Melga acordaram de um longo sono e resolveram dizer alguma coisa.

- Vamos lá Mike, que o homem está bravo connosco e tem toda a razão.
Mike, o guarda-redes do BATE foi amiguinho, deu a bola ao Brahimi e o argelino só teve de a tocar para o 1-0. Naquela posição, tão pertinho do golo, na zona frontal, sem ninguém a estorvá-lo e sem guarda-redes na baliza, falhar seria caso para os apanhados, não achas?
- Como?!

- Como?, dizes tu, queres que repita? Queres ver que não foi assim? 
- Claro que não foi assim. É verdade que o Brahimi recebeu a bola do guarda-redes adversário, mas tinha um defesa pela frente, foi para cima, passou por ele e de ângulo difícil, com um esquerdazo, meteu a bola pelo buraco da agulha, entre o poste e o guarda-redes, que estava na baliza. Quem te contou esse filme?

- Desculpa, Mike, não vi o jogo nem vi imagens, só ouvi comentários e li jornais, fiquei com a nítida sensação que tinha sido como te contei.
- Continuas o mesmo Tonho, já te ensinei que tens de ser como S.Tomé, ver para crer. Mas olha lá, Melga, foste contactado para te pronunciares sobre o comportamento do público da Luz na parte final do Benfica-Zenit?

- Não, não fui, mas o Boby foi.
- Ai sim e o que disse?

- Au, au, au, au! Já agora, antecipando a tua pergunta e dando a resposta, o Tareco também foi ouvido e disse: miau, miau, miau!
- Olha, o que achas do bate boca entre o Special One e o Doutor do Povo?

- Não comento. Não capto!

É verdade Pedro Marques Lopes, Capela e Baptista são humanos, muito humanos, têm um histórico de humanismo que nem te conto... já Pedro Proença tanto é humano como não é. Depende. Na época passada no Dragão, frente ao Vitória S.C., não foi humano - até tu, Pedro Proença, não és humano?, disseram eles, que tal como o Proença, ora são humanos ora não -, já em Alvalade foi o mais humano possível. Mas, tal como os vendilhões do templo também são humanos e também são filhos de Deus, cheios de bondade cristã, citamos a Bíblia e dizemos: bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Ontem destaque de capa
 Hoje apenas um pequena linha. Mas fizeste bem em sair, Carlos... só em tinta...

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Fomos competentes, goleamos e vamos desvalorizar o bom trabalho que fizemos, porquê?...


Por uma questão de curiosidade fui verificar os resultados do BATE Borisov na Champions. Não ia à espera de encontrar nada de relevante, é uma equipa de Pote 4, no caso da parte baixa do ranking da UEFA. Mas encontrei coisas interessantes. Por exemplo, sofreram frente ao F.C.Porto a maior goleada na prova rainha da UEFA, sendo que até ontem era o Barcelona quem lhes tinha infligido a derrota mais pesada, 5-0. Para além disso e desde a primeira participação, que não foi há tanto tempo assim, 2008/2009, os bielorrussos empataram duas vezes com a Juventus, uma com o Milan, outra com o Zenit, ganharam 3-1 ao Bayern na época 2102/2013, com o Real Madrid perderam em Madrid 2-0 e 1-0 na Bielorrússia. Vale o que vale, mas não estamos a falar de uma equipa de Andorra, Ilhas Faroé, Malta ou... Albânia.

Meus amigos, o resultado e a exibição de ontem devem ser festejados e valorizados, são exibições destas e estes resultados, que colocam o mundo do futebol a falar do F.C.Porto, consolidam prestígio, valorizam jogadores, criam entusiasmo, motivam, mobilizam, fazem os portistas irem ao estádio. Não podem é levar-nos a pensar que vai ser sempre assim, que já está tudo feito, nos próximos jogos levamos um letreiro com o resultado de 6-0 e por baixo, noite de gala e todos se curvam ao nosso poderio, estendem a passadeira para nós ganharmos e golearmos. Não é por aí que devemos ir, não é por aí que vão os profissionais do F.C.Porto, treinador e jogadores, disso tenho a certeza. Agora este resultado e esta exibição, dão ânimo, melhoram a moral e auto-estima das tropas, dão-lhe confiança. E como é dos livros, uma equipa com a moral e a confiança em alta, fica mais próxima de ganhar. Mais, não podemos criticar quando ganhamos com dificuldades ou não ganhamos, zurzindo em tudo e em todos e depois quando ganhamos por uma goleada histórica, andarmos a arranjar pretextos para desvalorizar o mérito do resultado e da exibição. Se há quem só fique convencido se golearmos grandes equipas, como se essa fosse a regra e não a excepção, quem só valorize vitórias retumbantes frente a adversários de um nível superior, não sou eu. Tenho noção absoluta da realidade do F.C.Porto, principalmente em termos europeus, sei até onde posso elevar a fasquia. Quem já teve o seu Wrexham, Artmedia e Apoel, só tem de valorizar a goleada de ontem, sem euforias prematuras, fazer uma grande festa, nem mandar soltar o fogo. Porque se temos qualidade, talento, genialidade e variedade, não jogamos sozinhos e o tempo de uns de botas e outros de tamancos, já lá vai. Obviamente.

Adrián, até começou hesitante, à procura do seu espaço, mas quando as coisas começaram a engrenar ele engrenou com a equipa, marcou um golo num toque definidor de qualidade, durou o jogo todo, acabou em crescendo. Aliás, tal como tinha acontecido no jogo anterior em que jogou - Moreirense. Não é razão para festejos, como antes também eram pricipitadas as críticas ao ex-Atletico de Madrid. Ainda é muito cedo para juízos definitivos, num sentido ou no outro. Não podemos olhar para um jogador pelo preço. Digo isto agora sobre o espanhol, como disse sobre Danilo. Quem faz o preço e quem paga, não são os jogadores. 

Também gostei de Aboubakar. Forte e duro no corpo a corpo, valente, rápido, sem grandes rodriguinhos na hora de finalizar e sem ser tosco, o camaronês é um avançado que vai dar muita água pela barba às defesas. Aliás, depois de ver a forma como o F.C.Porto acabou o jogo de ontem - Tello, Quaresma, Adrián e Aboubakar -, cada vez mais me convenço que em Guimarães, Aboubakar devia ter entrado após o golo do Vitória. Mas acho que Lopetegui também já percebeu isso...

Duas notas finais:
Quando no Mundial do México em 1986, Diego Armando Maradona fintou vários ingleses e marcou um golo extraordinário, o Mundo aplaudiu o telento e o génio do astro argentino e ponto final. Quando Brahimi pega na bola no meio-campo vai por ali abaixo e marca um grande golo, só o talento e o génio do argelino devia ser realçado. Quando muito podia acrescentar-se a desmarcação de Adrián que levou um defesa consigo ou a linha de passe na largura que Jackson deu e bem, ambos ajudando a criar o espaço para o remate fatal. Falar em facilidades, em mau posicionamento, num lance que a Europa do futebol aplaudiu, é azia não disfarçada.

Gostava muito dos Marretas e em particular dos dois velhotes, Statler e Waldorf que estavam de camarote sempre a zurzir e a mandar bocas. Mas os Marretas tiveram o seu tempo, qualquer imitação torna-se  patética, própria de quem não tem noção do ridículo. Não vale a pena perder tempo. Deixemos os Marretas divertirem-se à vontade. Deixemos o Statler dizer mata e o Waldorf dizer esfola. Deixemos os Marretas dizerem que é branco quando quase todos vêem preto... vamos todos bater palmas aos Marretas, Statler e Waldorf.

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

F.C.Porto 6 - BATE Borisov 0. Noite de gala


Faltavam 10 minutos para acabar o jogo quando recebi o sms de um amigo:"Noite de gala. Mas a imprensa lisboeta e o nacional comentarismo do ódio e do ressentimento sublinharão as fraquezas do BATE".
Não tenho dúvidas que se não for assim, vai ser muito por aí. Pouco mérito à qualidade da exibição do F.C.Porto, tónica nas fraquezas dos bielorrussos. Sim, porque a forma como o conjunto de Lopetegui entrou forte no jogo, pressionou, circulou, atacou pela direita e pela esquerda, sem esquecer a jogo interior e provocou os erros, não teve qualquer influência. Também foi pela fraqueza do BATE e não pela forma como a equipa de azul e branco funcionou em conjunto, potenciando as individualidades, algumas para exibições que nos trouxeram à memória craques de outros tempos, mais ou menos recentes, que hoje conseguimos o resultado mais dilatado da primeira jornada da fase de grupos e o mais volumoso da história do F.C.Porto desde que há Champions League. A verdade é como o azeite, virá ao de cima com toda a naturalidade. Adiante.

Entrando em 4x2x3x1 que se confundia com um 4x2x4, com segurança, organização e dinâmica assinalável, soltando a criatividade dos seus artistas, a equipa portista foi contundente, reduziu a nada o conjunto que viajou da Bielorrússia. Apesar de forte tracção à rectaguarda, a equipa treinada por Aleksandr Yermakovich foi incapaz de contrariar o brilhatismo da exibição dos chicos de Lopetegui. 3 golos, uma bola na trave e algumas boas oportunidades na primeira-parte, 3 golos, uma bola na barra e várias oportunidades também na segunda, mostram bem o equilíbrio e a consistência da excelente performance dos Dragões.

Quando se joga a um nível tão alto, o conjunto funciona na sua plenitude, custa-me distinguir alguém. Mas perante tamanho show de bola de Brahimi, tenho de tirar a cartola ao internacional argelino. Custa-me também apontar um ou outro defeito, como sejam a excessiva descompressão na parte final ou um guarda-redes que continua nervoso, vá lá saber-se porquê.

Depois de uma prestação sem vitórias caseiras na Champions da temporada passada; após um empate em Guimarães que deixou o grande universo azul e branco desconfiado; também porque os jogos em casa são para ganhar; e sem esquecer que cada triunfo vale 1 milhão; era importante entrar com o pé direito. Entamos, fizemos uma exibição categórica, tivemos uma noite de gala como há alguns anos já não tínhamos no Dragão. Não é razão para embandeirar em arco, ainda temos muito trabalho pela frente, mas há razões para estarmos contentes e confiantes.

Ficam os nomes dos artistas responsáveis por uma noite muito bonita:
Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi e Alex, Casemiro, Herrera depois Tello, Brahimi depois Evandro, Quaresma, Adrián e Jackson, depois Aboubakar.

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

F.C.Porto - BATE Borisov. Na Champions não há jantares grátis


O BATE Borisov não é uma equipa de top no futebol europeu, é uma equipa ao alcance do F.C.Porto, ainda mais com o jogo a ser no Dragão. Mas na Champions não há jantares grátis. É preciso trabalhar muito e o tempo todo. A equipa da Bielorrússia pode não ter grandes artistas, pelo menos não são conhecidos, pode ter vários pontos fracos, mas vontade não lhe falta, capacidade física para aguentar os 90 minutos a um ritmo alto, também não. Portanto, só conseguiremos o nosso objectivo de entrar com o pé direito, conquistar os 3 pontos, se entrarmos despertos, concentrados, organizados, funcionarmos como equipa e depois potenciarmos a melhor qualidade técnica, desde o início até ao fim. Apesar de achar que a equipa do leste da Europa não virá jogar ao ataque, acredito que haverá mais espaço que na esmagadora maioria dos jogos do campeonato português. Temos de os aproveitar.
Na Champions estamos no nosso habitat natural, não somos favoritos, mas queremos mostrar serviço, a nossa qualidade, o talento dos nossos jogadores, queremos como primeiro objectivo, chegar aos oitavos-de-final. Ganhar amanhã é um bom começo.

Dossier de imprensa da UEFA. Está lá tudo: desde os árbitros, delegados, técnicos, equipas, etc.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano e Andrés Fernández;
Defesas, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro e Marcano;
Médios, Casemiro, Rúben, Herrera, Brahimi e Evandro;
Avançados, Quaresma, Tello, Jackson, Aboubakar, Quintero e Adrián.

Equipa provável:
Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi e Alex Sandro, Casemiro, Herrera e Evandro, Quaresma, Jackson e Brahimi.

Antevisão de Lopetegui e antevisão de Maicon

Ainda o Guimarães 1 - F.C.Porto 1. 

Nunca fui um adepto que tapa o sol com uma peneira. Sei muito bem quando o F.C.Porto joga bem ou mal, nem sou adepto de andar constantemente a desculpar-se com erros dos árbitros. Já perdemos ou empatamos jogos, alguns bem importantes, em que houve erros de arbitragem e nunca fiz disso cavalo de batalha. Anteontem foi uma vergonha que ultrapassou os limites da tolerância e essa vergonha tinha de ter o tratamento merecido, tinha de ser denunciada com toda força da nossa indignação. Idem para a forma como a vergonha foi tratada pelos vendilhões do templo, alguns prostitutos da comunicação social. Dito isto, falemos da equipa portista. No rescaldo do jogo e em conversa com um amigo, também Dragão dos sete costados, escalpelizamos o empate de Guimarães e estivemos de acordo em várias coisas: sob o ponto de vista defensivo e tendo em atenção que uma boa equipa começa a construir-se a partir de trás, o F.C.Porto já tem uma defesa coesa, segura, que transmite confiança - apenas 1 golo sofrido, de penalty duvidoso e num lance fortuito, em 6 jogos, apesar de dois terem sido frente ao fraquito Lille, por acaso, apenas por acaso, frise-se, o líder do campeonato francês, é algo que merece ser destacado, mesmo que no futebol actual as obrigações de quem defende não sejam só evitar sofrer golos... O problema começa a colocar-se no meio-campo e em particular em jogos frente a equipas de tracção à rectaguarda, como foram quase todas as que defrontamos esta época. Se nos jogos da Champions, pelo que estava em jogo, era importante ter cuidados, não podíamos ir com tudo, nos jogos do campeonato, Casemiro + Rúben não tem resultado muito bem e se Herrera não está inspirado, como foi o caso do jogo de Guimarães, então a coisa não funciona mesmo. Como há pouco espaço e quer Casemiro quer Rúben não são jogadores de grande rotação, de pressão, de transporte em progressão, não há dinâmica, a primeira fase de construção emperra, os médios jogam para trás, são os centrais que procuram jogar e fazem-no quase sempre longo, com os riscos inerentes de muitas vezes a bola não chegar aos destinatários ou chegar com eles em dificuldades. Frente ao Vitória e nos primeiros 30 minutos, foram notórias estas dificuldades - quando Lopetegui tirou Rúben e meteu Evandro fez-se dia. Se tem tirado Casemiro, estou certo que teria sido a mesma coisa. Ainda no meio-campo, se os dois jogadores mais atrás têm os problemas referidos, o jogador que faz a ligação com o ataque é muito importante. Em Guimarães foi  Herrera e se o mexicano começa bem, está em dia sim, a coisa vai funcionando, se não está, se começa complicativo, a emperrar, não entra no jogo... então Herrera dificilmente vai dar à equipa o que ela precisa.
Também estivemos de acordo que frente a equipas fechadas, dois falsos alas que têm tendência a interiorizar, não funciona. A ideia, acredito que seja dar a possibilidade aos laterais de entrarem nas costas, no caso de Danilo e Josè Angel, mas basta o treinador adversário bloquear as subidas dos laterais para a coisa se complicar - um falso ala, ainda estou como o outro, dois, nestes jogos cerrados... não estamos de acordo, muito menos se dois dos três médios forem os citados anteriormente.
Onde voltamos a coincidir, foi na tardia entrada de Aboubakar. Ambos achamos que devia ter entrado após o Vitória ter empatado. Nessa altura a equipa vimaranense já não tinha muito gás, os quatro defesas, uma espécie de duplo-pivot com Casemiro e Evandro - este com mais liberdade para subir -, Tello na direita, Brahimi na esquerda, Jackson e o camaronês pelo meio, um ligeiramente atrás do outro. Se tivessemos feito isto teríamos ganho? Não sabemos, até podíamos ter perdido, mas fica a sensação que era por aí. Veremos o que o futuro nos reserva.
Onde a coisa se complicou, foi quando se colocou qual seria o meu onze do F.C.Porto, partindo do princípio que todos estão em condições de jogar e em forma.
Não é fácil, curiosamente ou talvez não, as grandes dúvidas estão no meio-campo. Se Fabiano na baliza parece consensual - embora me continue a irritar a dificuldade que o guarda-redes tem em soltar rápido a bola. Hesita e com isso não aproveita alguma desorganização da equipa adversária -, Danilo, Maicon, Martins Indi e Alex Sandro, idem aspas - Opare tem estado lesionado, não se tem mostrado, o que valerá em forma? Marcano também não conheço. Já Josè Angel é fiável, tem sido uma boa surpresa, se Alex não puder só há problemas na Champions, onde tem de haver um adaptação.
Passando para o ataque, tendo para Tello, Jackson, Brahimi. Em certos jogos no lugar de Tello pode aparecer Quaresma ou Adrián, no de Brahimi os mesmos dois e mais Quintero, desde que do outro lado esteja um ala. Uma alternativa para certos jogos, será juntar Aboubakar a Jackson, nessa circunstância seria 4x1x3x2.
O meio-campo, esse sector fundamental, é o grande problema, para mim e acho que para todos, Lopetegui incluído.
Na hipótese 4x1x3x2 teríamos o quarteto defensivo já referido, Rúben ou Casemiro a seis, Brahimi de um lado, Tello do outro, o médio centro seria ou Óliver, Herrera, Quintero ou Evandro.
No 4x3x3, aqui é que a porca torce o rabo. Rúben ou Casemiro é não é difícil, um dos dois a seis, mas os outros dois? Óliver com Herrera? Óliver com Evandro? Óliver com Quintero? Evandro com Herrera? Evandro com Quintero? Herrera com Quintero? Nunca Quintero com Óliver, com bola a coisa ia, sem bola seria um desastre? Puxar Brahimi para o meio e juntar-lhe Óliver e o chamado trinco? Não sei, há muitas possibilidades, mas ainda não vi um meio-campo que me dissesse: é este! Porque tudo isto são apenas teorias de adeptos que embora vejam futebol há muitos anos, são apenas treinadores de bancada, valem o que valem. Mas podem ser discutidas, contrariadas, até apelidadas de prognósticos após o jogo.


António Simões, ao contrário do poeta, Jorge Jesus não está sozinho, nem nunca vai de peito aberto. Tem a cobertura do quarto poder e um exércitos de muitos baptistas.



segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Mister, vá por mim...


Caro Mister,  vou contar-lhe uma história, vou falar-lhe do cavalheiro que ontem arbitrou o F.C.Porto. Em 11 de Janeiro de 2009, disputou-se no Estádio da Luz, um Benfica - Braga. Bem, meu caro Lopetegui, a coisa foi de tal ordem, o escândalo de tal maneira, que o treinador do Braga, na conferência de imprensa no final do jogo, à pergunta: "O Braga pode lutar pelo título?" Repondeu: "Não! Braga campeão, só na playstation". Sabe quem era o treinador do Braga? Esse mesmo, o Jorge Jesus. Sabe quem foi o árbitro? Esse mesmo, o Paulo Baptista. Só não tenho a certeza se com Rufo ou sem Rufo.

Mister, agora proponho-lhe que veja a imagem à esquerda. Está a ver? Mas para o caso de não perceber e ter algumas dúvidas, eu explico-lhe: Nacional-Benfica, penalty contra o Nacional claramente fora da área - a linha branca mais vincada significa o que a grande área teve de aumentar para que o artista assinalasse penalty, mas a grande área verdadeira é bem mais atrás e nota-se bem, embora as linhas estejam menos nítidas. Sabe quem era o árbitro? Esse mesmo, o Paulo Baptista. Só não tenho a certeza se o auxiliar que alargou a área era ou não o Rufo. Rufo que não se inibe de colocar na sua página do Facebook que gosta do Benfica... Rufo que ontem viu fora-de-jogo em lances limpinhos. Portanto, Mister, errar é humano, mas em Portugal só é humano quando o F.C.Porto é prejudicado ou o Benfica beneficiado. Quando o juíz erra a favor do F.C.Porto ou contra o Benfica... aí a coisa muda, o árbitro é corrupto, é do sistema, deixa de ser humano, erra de propósito, a coisa dura, dura, dura, dura...
Também lhe quero dizer que se a pouca vergonha de Guimarães fosse com os vermelhos de Lisboa, ontem havia uma reunião na Luz onde estariam presentes manhas e manhosos, santos e santas, freteiros com e sem calo no cu, bonzinhos e boizinhos, reco-recos e recos sem reco, baleias e cachalotes que se confundem no nome com governos, mas com um b para ser à moda do Porto., etc. E amanhã na primeira página do panfleto da queimada, lá viria em destaque: Benfica vai dar murro na mesa. E no interior: Benfica critica Secretário de Estado do Desporto; apela aos sócios para boicotarem os jogos fora; ameaça não participar na Taça da Liga; corta com a Olivedesportos...

Mister, como não tenho a certeza que alguém já lhe tenha dito isto, digo eu. Quanto mais não seja para quando acontecer algo do género, o Mister não tenha medo das palavras. Tem medo de ser castigado? Não tenha, não viu o que aconteceu ao Jorge Jesus? Escapa com um multa. Não acredita? Disseram-lhe que os treinadores do F.C.Porto não têm essa sorte? Ah, já percebi... mas não vá por eles, vá por mim que vai bem. Para não pensar que estou a exagerar, deixo-lhe as provas, com fotos, da coerência dos prostitutos do panfleto da queimada e do rafeiros do Record, no caso dos vendidos da Cofina, pasme, hoje deram destaque de capa ao F.C.Porto, quando mesmo perante retumbantes êxitos internacionais, apenas colocam o F.C.Porto numa pequena nota de rodapé. É contra esta escumalha, gente vendida, este bando de facciosos, tendenciosos e sectários, contra estes vendilhões do templo que condicionam, pressionam, como pode ver, que temos de lutar. Ou os combatemos logo de início, ou corremos o risco de quando acordarmos já ser tarde.

Mister, mais uma coisita em jeito de nota final:
Podia dizer-lhe que não compreendi a entrada do Aboubakar no fim do jogo, quando para o F.C.Porto o resultado era negativo e falar-lhe de outras coisas que não gostei. Mas vou acreditar que este empate, que é um mau resultado e todas as incidências do jogo, podem funcionar como um bom tema de reflexão interna. Se tudo for bem analisado e os problemas que deram origem à perda dos primeiros 2 pontos, bem diagnosticados; se forem encontradas as terapias para evitar que voltem a acontecer, este passo em falso pode significar vários em frente. Temos muita gente nova, alguns com o que aconteceu ontem, talvez comecem a perceber que isto vai ser preciso dar muito à pinhanha, não chega entrar com as camisolas do F.C.Porto vestidas, entrar a pastar a toura.
Quarta-feira lá estaremos. Sim, porque um Dragão não desanima, mesmo que o empate de ontem não estivesse nos planos e depois de chegarmos à vantagem... então nem se fala.
 

domingo, 14 de Setembro de 2014

VItória S.C. 1 - F.C.Porto 1. Árbitro impediu F.C.Porto de ganhar


Não fizemos um grande jogo, temos de ser consistentes, jogar bem todo o jogo, não podemos dar meia-hora aos adversários, como demos hoje ao Vitória, não podemos falhar golos cantados como falhamos hoje. Essas são as nossas responsabilidades nos 2 pontos perdidos, mas fizemos o suficiente para sair de Guimarães com os três pontos e a liderança isolada. Não gosto de me desculpar com erros do árbitro, mas o que é de mais é moléstia. E hoje foi de mais. Um árbitro pode errar, mas errar sempre contra a mesma equipa e de forma grosseira, não pode passar sem reparo. Este artista, está na última época a arbitrar. Espero que nunca mais nos apareça pela frente.
Uns, sem qualquer razão de queixa, entram pelo campo dentro e protestam com o árbitro. Nós, mesmo com arbitragens destas vamos ficar quietos e calados?

Na primeira-parte e antes da interrupção, o F.C.Porto jogou pouco e esteve abaixo daquilo que pode e deve fazer. A organização, principalmente no meio-campo, deixou a desejar, não houve intensidade nem pressão, como também não houve largura e profundidade. A equipa de Lopetegui esteve desligada, teve mais bola, mas não teve a dinâmica necessária para encostar o Vitória, obrigá-lo a cometer erros. Após a interrupção que durou cerca de 7 minutos, o F.C.Porto apareceu melhor, mais rápido a pensar e a executar, mais subido, ocupou melhor o campo, aproximou-se com maior perigo da baliza de Douglas, mas não marcou, nem teve grande oportunidades para o fazer - apenas Brahimi parecia ter capacidade para desequilibrar e foram dele os lances mais perigosos.
Assim e tudo somado, o nulo ao intervalo ajustava-se ao desenrolar dos acontecimentos. Vitória bem, F.C.Porto aquém do que se lhe exigia, em particular na primeira meia-hora de jogo.

Na segunda-parte e de início, o F.C.Porto entrou com o mesmo onze, mas apesar de dar ideia que os azuis e brancos estavam melhor, ainda havia qualquer coisa que emperrava. Viu e agiu Lopetegui. Tirou Rúben, meteu Evandro, a equipa subiu de rendimento, circulou e envolveu melhor, teve mais largura, mais gente a aparecer na frente, foi mais perigosa. Até que Brahimi, sempre ele, apesar aqui e ali dar a ideia de cansaço, aos 60 minutos, criou um desequilíbrio pela esquerda e junto à linha de fundo, foi derrubado. Penalty claro, que Jackson transformou e colocou o F.C.Porto na frente.
A vencer, com 30 minutos para jogar e tendo conseguido o mais difícil, pedia-se à equipa do F.C.Porto concentração, organização e depois tentar explorar bem o espaço que o conjunto de Rui Vitória, a perder, ia dar, sair bem no contra-ataque e matar o jogo. Não conseguimos matar, faltou eficácia em alguns lances - Jackson não costuma falhar oportunidades das que falhou hoje -, mas o artista de Portalegre quis ser protagonista e de uma forma vergonhosa, teve clara interferência no resultado, impediu o F.C.Porto de ganhar um jogo que, pelo que fez em particular na segunda-parte, merecia.

sábado, 13 de Setembro de 2014

Vitória S.C. - F.C.Porto. Só o melhor Porto sairá incólume de Guimarães


Depois da paragem para os compromissos com as selecções e antes do primeiro jogo para fase de grupos da Champions, jogo a ter lugar na próxima quarta-feira no Dragão frente aos bielorrussos do BATE Borisov, o F.C.Porto viaja até Guimarães para enfrentar o Vitória local.  Não foi uma semana de preparação normal para Lopetegui, os jogadores foram chegando às pinguinhas e isso cria problemas. Mas como diz e bem o nosso treinador, temos de nos adaptar às circunstâncias e em vez de arranjar desculpas, temos de aceitar com naturalidade o facto de termos jogadores de qualidade e por isso, internacionais e a partir daí arranjar forma de apresentar uma equipa que possa ultrapassar um adversário difícil, num estádio com um ambiente sempre muito quente, como é o D.Afonso Henriques. Não tenho dúvidas que somos melhores, mas também não tenho dúvidas que só sairemos da Cidade Berço com os três pontos, se para além de sermos competentes, os nossos profissionais forem também tão empenhados e determinados como serão os do Vitória. Só o melhor Porto sairá incólume de Guimarães. E não pode haver melhor tónico para o jogo europeu que uma vitória no jogo de amanhã.

O árbitro é Paulo Baptista, auxiliado por José Braga e Valter Rufo.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano e Andrés Fernández;
Defesas, Danilo, Maicon, Martins Indi, Josè Angel e Marcano;
Médios, Casemiro, Rúben, Herrera, Brahimi e Evandro;
Avançados, Quaresma, Tello, Jackson, Aboubakar, Quintero e Ricardo.

Quaresma nos convocados, Adrián de fora. Os ratitos que andavam a dizer que Lopetegui estava a encostar Quaresma para dar espaço a Adrián, devem estar confusos. Ou estão caladinhos, à espera de uma oportunidade, que algo corra mal, para aparecerem...

Equipa provável:
Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi e Josè Angel, Casemiro, Rúben e Evandro, Quaresma, Jackson e Tello.

Antevisão de Julen Lopetegui.
Concentração total no Vitória:
«Vamos pensar exclusivamente na partida em Guimarães. O jogo para a Champions, com o BATE Borisov, é só depois. Estamos focados na partida em Guimarães e espera-nos um adversário bem difícil».  
«O adversário é importante, num momento de forma que também é excelente. Tem um ambiente muito hostil para o adversário e muito bom para a sua equipa. Um jogo tremendamente exigente e que nos vai obrigar a aterrar rapidamente»
«Rui Vitória está fazer trabalho fantástico em Guimarães.» 
«Quem realmente é grande tem de mudar rapidamente a mentalidade e motivação de um jogo para o outro. A resposta tem de ser 100 por 100 ao nível da concentração, intensidade e trabalho. Para este jogo, tendo também em conta as circunstâncias, tentaremos usar a melhor equipa possível. Não alterarei a estrutura.»

Sobre o rendimento de Adrián:
«Está a cumprir dentro dos objetivos que temos, está a ajudar-nos nisso». «Ainda é muito cedo para fazer análises»

O FC Porto precisa de melhorar o seu jogo interior?
 «O FC Porto tem ainda muito a melhorar. Mesmo muito. Em muitos aspetos. Estamos a trabalhar para isso.»

Sobre uma notícia que referia supostas divergências com Luís Castro e o trabalho de formação do FC Porto. Lopetegui ficou surpreendido e disparou:
«Não falo de coisas estúpidas e absurdas. Nem me interessa isso»

Sobre a lista para Champions:
«Ficamos sempre com a sensação de não termos sido justos».
«Não é fácil deixar gente fora da lista. Mas há muitas competições e os excluídos (José Ángel, Opare, Reyes, Otávio e Campaña) vão estar preparados para ajudar noutras competições, tão ou mais importantes. Ficamos sempre com a sensação que não estamos a ser justos, mas o meu trabalho é precisamente escolher. Acreditamos ter feito as melhores escolhas dentro deste quadro de condicionalismos». 

Sobre a saída de Paulo Bento do cargo de seleccionador:
«Não tenho tempo para analisar as seleções, tenho muito com que me preocupar. Olho para a minha equipa, para os adversários, não para o que se passa nas seleções».

Notas:
Dois jogos fora, dois golos limpinhos, limpinhos que o Benfica sofreu e que foram invalidados. Ontem em Setubal, o outro tinha sido no Bessa. O grande Capela está de regresso. Fica registado para ver qual será a reacção quando for ao contrário.

- Domingos, apesar de tudo, tiveste sorte. Eles só têm olhos para o clube do regime, o reco-reco Guerra até já decretou o Benfica campeão à 4ª jornada. Se tivesses perdido 5-0 com o F.C.Porto, hoje eras trucidado: vassalagem, passadeira vermelha, exibição indigna de jogadores de um clube com as tradições do Vitória, etc. Achas que estou a exagerar? Não, não estou. Foi isso que algumas ratazanas disseram na época passada, quando e no Dragão, o Vitória de Setúbal na altura sob o comando de José Couceiro, perdeu 3-0 com o F.C.Porto.

- Advíncula, o que te safa, primeiro é que a assistência foi para o Talisca e não para o Jackson; segundo, é o teu nome, original, caso contrário, estavas feito oa bife!

O F.C.Porto não tornou público quanto custou Otávio. Como o Jogo diz que foram 3,25 por 50% do passe, fica também registado para quando sair o R&C ficarmos a saber se a verba hoje colocada em destaque de capa, é ou não é, verdadeira. 

O Dragon Force já chegou à Madeira. Também vai chegar a Bogotá nos próximos dias e já está espalhado por muitos mais locais. Fez há dias seis aninhos, ainda é uma criança, mas tem tudo para ser um adolescente e um homem feliz e de sucesso.