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Pior que perder um campeonato é perder a alma e o espírito do Dragão


Ainda sobre o jogo propriamente dito, continuo a pensar que entrámos com um onze que dava garantias, conseguimos controlar totalmente o Benfica, fomos melhores na primeira-parte. Mas se o jogo fosse na 1ª volta ou não decidisse nada, empate seria bem-vindo, como não é assim e o empate tem sabor a derrota, acho que faltou ao F.C.Porto aquela raça, alma e transcendência que era necessária para conquistar a vitória. Na parte final, pelo menos, devíamos ir para cima deles com tudo e não foi isso que aconteceu.
Dito isto, diz o ditado que enquanto há vida há esperança. E sendo assim, agarremo-nos à vida, na esperança que outro momento histórico, daqueles que têm entrada directa no Museu, aconteça. Isso significa que temos de ganhar os nossos jogos, seria o cúmulo e imperdoável, se eles falhassem, nós não aproveitássemos. Portanto, embora tudo se conjugue para uma época de seca, sem qualquer título, facto que já não acontece desde 1988/1989, ainda não é tempo de fazer um balanço final. Mas se se confirmar o mais que previsível pior dos cenários, fica claro que não colocarei todas as fichas da culpa nas costas do treinador. Explico porquê: como digo sempre, no "meu Porto" não é o Presidente que ganha e o treinador ou outro qualquer bode expiatório que perde. Mais, no caso do treinador, então fazemos com ele um contrato de três anos, com carta branca para fazer uma revolução quase total, escolher um plantel à sua imagem, como nenhum outro teve no consulado de Pinto da Costa e depois ninguém sai em sua defesa quando e desde o primeiro dia, Lopetegui é vítima dos mais rascas, torpes e ordinários ataques? Não me refiro às críticas sobre tácticas, opções, substituições, sistema, modelo, etc., não refiro-me ao resto, chegam ao cúmulo de atacar o treinador do F.C.Porto porque nasceu do outro lado da fronteira.
Curioso e sintomário: a CM TV está presente nas conferências de imprensa de antevisão aos jogos. Se a presença da Bola TV me provoca uma enorme comichão, saber que aquela lixeira a céu aberto frequenta a nossa casa... deixa-me completamente passado!

Há jogos que não ganhámos e devíamos ter ganho e o líder da equipa técnica não pode ficar imune às responsabilidades quando não ganhámos, mas o nosso grande rival quando não devia ter ganho, ganhou e sabe Deus como ganhou... Nessa altura, quando o treinador do F.C.Porto e com razão, falou de algumas arbitragens vergonhosas, enquanto a comandita de vendilhões do templo se atirava a ele e o tratava como uma espécie de ET, alguém que vinha falar de arbitragens num país onde isso é tabu, quem mais deu a cara, quem ao menos saiu em sua defesa? Ninguém! Isto fragiliza o treinador, tira-lhe força, poder e depois acontecem coisas como as que vimos ontem. Uma grande referência do F.C.Porto, o Bibota de Ouro, Fernando Gomes, pagou um preço alto porque quis colocar em causa um treinador que o Presidente escolheu. Agora qualquer um se acha à vontade para fazer má cara, amuar e até ter atitudes reprováveis para o seu responsável técnico. E o que acontece? Nada! Não queremos beijos no emblema, hoje beijam um, amanhã beijam outro, queremos respeito, profissionalismo, compromisso, atitudes correctas, sempre e não quando as coisas correm de feição. Queremos vontade, determinação e não amuos e azias, comportamentos de prima-donna. Foi assim, com estes valores que se construiu um F.C.Porto ganhador, até para além do sonho. Lamentavelmente e para mim, são valores que estamos a perder e não digo agora, num momento que não é o melhor, ando a dizê-lo há anos. E a responsabilidade primeira é de quem manda!

Nota final:
Nem precisámos de ter memória de elefante, para sabermos bem o que o este Benfica de Vieira e afins, nos fez e o que nos continua a fazer, com alguns dos seus dirigente a insultarem-nos semanalmente. Sim, porque quem insulta Pinto da Costa, não insulta só o cidadão, insulta o Presidente do F.C.Porto. E quem insulta o Líder, para mim insulta o portismo todo. Foi assim que cresci, foi assim que interpretarei até ao fim... mesmo que agora Pinto da Costa pareça ter esquecido. Também sabemos bem quando ganhámos o que acontece: os ataques vão até ao ponto de nos tentarem destruir como aconteceu em 2008; atribuírem aos árbitros a razão dos nossos sucessos, mesmo em períodos em que éramos os melhores da Europa e do Mundo. Por isso, quando me falam em fair-play, digo que apelar ao fair-play quando se está por cima e se ganha, é fácil. Falem-me em desportivismo quando tiverem a honra de reconhecer os méritos das nossas vitórias, facto que nunca aconteceu com Luís Filipe Vieira na presidência do clube do regime.

PS - Ver gente que manifestamente não gosta do F.C.Porto e quer o pior para o F.C.Porto, bater-se encarniçadamente pela saída de Julen Lopetegui, não deixa de ter piada. 

S.L.Benfica 0 - F.C.Porto 0. Empate com sabor a derrota


Com o jogo de Munique como pano de fundo, que Porto na Luz, num clássico decisivo para as suas aspirações no campeonato? Os benfiquistas apostavam num Porto diminuído, traumatizado, sem confiança, animicamente por baixo, iam mais longe, se os Dragões sofressem um golo cedo o fantasma da última terça-feira regressaria, as coisas ficariam mais fáceis para as suas cores. Os portistas, pelo contrário, esperavam que os  jogadores cerrassem os dentes, esquecessem o pesadelo alemão, mostrassem a sua raça, o seu espírito guerreiro e para isso nunca deixaram de se fazer notar, pela positiva, mesmo nas circuntâncias mais difíceis. Foram mais longe, rodearam os seus "chicos" de todos os cuidados, trataram-nos a pão de ló, deram-lhe todos mimos necessários para lhe elevar a moral, confiança e auto-estima. Não seria por falta de apoio que os Dragões entrariam na Luz de queixo baixo e orgulho ferido. Então que Porto tivemos hoje na Luz? Desde logo foi um um Porto com algumas surpresas no seu onze inicial: a entrada de Helton para a baliza, acredito que para proteger Fabiano; o quarteto defensivo esperado e mais fiável, Danilo, Maicon, Marcano e Alex Sandro; um meio-campo com Rúben Neves no lugar de Herrera e Evandro no de Quaresma, mais Óliver, penso que com o objectivo de surpreender, dar frescura, começar por ter bola, pressionar, controlar uma possível entrada forte do Benfica, ter alguém de fora para depois poder mexer, agitar, mudar; e no ataque Brahimi com as costas guardadas, mais virado para a frente no apoio a Jackson. E se não foi o Porto que os portistas esperavam, esperavámos bem mais, falaremos disso mais à frente, também não foi um jogo onde se notasse que o F.C.Porto acusou o desastre de Munique.

Dito isto, se até ao intervalo o F.C.Porto mesmo sem ter aquele golpe de asa necessário a uma equipa que precisava de ganhar, esteve bem na forma como se organizou e não permitiu qualquer veleidade à equipa da casa, jogiou melhor e teve até uma boa oportunidade para marcar, com o empate a persistir e a servir apenas ao Benfica, na segunda-parte os Dragões não tiveram capacidade para pressionar, dominar, colocar dificuldades a uma equipa que só aspirava ao 0-0. Não faltou atitude, a equipa lutou, trabalhou, discutiu o jogo, não teve foi aquela contundência, determinação, raça e espírito guerreiro, aquela vontade que caracterizava as equipas do F.C.Porto e permitia ir buscar vitórias até, exagerando, ao Inferno, numa palavra: transcendência. Mas podemos pedir à equipa que tenha tudo isso, quando essa marca que nos distinguia há muito tempo desapareceu do modus faciendi F.C.Porto? Quando quem não nos respeita e pior, até nos provoca  e insulta, tem rédea solta, só falta oferecem-lhes champanhe e caviar? Adiante.

Agora não vão faltar críticas pelas opções iniciais do treinador, no entanto e para mim, as estratégias podem ser as melhores, mas só resultam se dentro do campo os intérpretes forem capazes de as executarem bem. E hoje, apesar da equipa que entrou para os primeiros 45 minutos não ser a que está mais próxima do melhor onze do F.C.Porto, se excluirmos um Rúben Neves a acusar a responsabilidade do jogo e ficar muito aquém do seu valor e do que já fez esta época, não foi pelas alterações que o gato comeu as filhoses.
Como disse, na segunda-parte e quando era preciso mais, mesmo com Herrera, Quaresma e Hernâni, nunca o F.C.Porto colocou em grande perigo a baliza de Júlio César. Nem na parte final e com os minutos a esgotarem-se, se viu um Dragão de chama muito alta. E numa análise fria, o empate é um resultado justo. Não me vou queixar do árbitro, mesmo que Jorge Sousa não tenha marcado um penalty de Luisão sobre Jackson. Foi um lance complicado, não vi na arbitragem uma tendência contra os Dragões. E se não reagimos quando devíamos, para quê, agora?

Este empate na Luz, em condições normais, era um bom resultado, só que as condições não eram normais, só a vitória interessava aos portistas. Faltam quatro jogos, temos de os ganhar, mesmo que o título seja praticamente uma miragem. Embora algumas miragens depois se transformem em doces e inesquecíveis realidades...

S.L.Benfica - F.C.Porto. Com confiança isto vai meus amigos, isto vai


E chegou a hora da verdade, um jogo em que temos de ganhar e por isso temos de jogar para ganhar. Com atitude, coragem, a nossa qualidade colectiva e individual. Sim, já provámos que ela existe e não é porque esteve desaparecida na última terça-feira que vamos deixar de acreditar nas nossas capacidades. Mas jogar para ganhar não é entrar de qualquer maneira, querer fazer tudo depressa, atacar sem critério. Não, primeiro é perceber que adversário vamos ter, se com o empate a servir-lhes eles vão arriscar ou se vão fazer um jogo na expectativa, esperar, jogar no erro, como fizeram no jogo da 1ª volta. Depois, temos de ser uma equipa equilibrada, organizada, concentrada, de maneira que na procura do(s) golo(s) que, obrigatoriamente temos de fazer, não possamos ser surpreendidos e com isso tornemos a nossa tarefa ainda mais complicada. Outra factor que temos de estar atentos é aos lances de bola parada, aos bloqueios e, principalmente, não devemos nem podemos reagir a provocações sejam elas do tipo maxi ou mini. Se fizermos bem o nosso trabalho, como já fizemos em várias ocasiões e em jogos de igual grau de dificuldade, mesmo tendo consciência do valor do Benfica e da qualidade individual de alguns dos seus jogadores, podemos conseguir uma vitória, continuar na luta pelo grande objectivo da época, o título nacional.
Como disse o poeta, depois da tempestade vem a bonança e com confiança isto vai meus amigos, isto vai.
 
O árbitro é Jorge Sousa, auxiliado por Bertino Miranda e Álvaro Mesquita.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano e Helton;
Defesas, Ricardo, Danilo, Alex Sandro, Maicon, Martins Indi e Marcano;
Médios, Rúben Neves, Brahimi, Evandro, Quintero, Óliver, Herrera e Casemiro;
Avançados, Quaresma, Jackson, Hernâni e Aboubakar.

Equipa provável:
Fabiano, Danilo, Maicon, Marcano e Alex Sandro, Casemiro, Óliver e Herrera, Quaresma, Jackson e Brahimi.

Antevisão de Lopetegui:
"O único objectivo do FCPorto é fazer um bom jogo e estar preparado para competir no ambiente que vai encontrar"

"Toda a gente quer estar presente neste jogo. Amanhã vamos estar presentes no campo com vontade e esperança"

"Tello foi muito importante, foi o melhor jogador da Liga em Março, mas ainda não está recueprado"

"A Champions é uma coisa e a Liga é outra. A nossa Champions foi fantástica. A equipa foi capaz de gerar esperança, pelo grande jogo que fez aqui frente ao Bayern A única coisa que quero falar da Champions é deixar uma palavra de homenagem aos adeptos. O entusiasmo que a equipa gerou, perante um jogo tão difícil, nessas pessoas, que apanharam o avião às 5 da manhã para irem a Munique, que perderam um dia de trabalho, gastaram dinheiro... Isso dói-nos, temos coração, somos humanos. A única maneira de respondermos a isso é concentrarmo-nos na competição que temos e fazer um bom jogo perante um bom rival"
 
"Preparámos o jogo da melhor maneira possível. O Benfica prepara um jogo por semana há muito tempo. Em casa são melhores e vão utilizar as suas armas. O rival, infelizmente, tem tido muito tempo para o preparar. Espero um Benfica que nos obrigue a dar o melhor de nós mesmos."

Quase ninguém dá um tostão furado por nós...


Aproxima-se o Benfica-F.C.Porto e há opiniões para todos os gostos e paladares, tantas que até o papagaio do Ti Quim está triste porque ninguém lhe perguntou nada sobre o clássico de domingo. E é pena! O azulinho, nome como carinhosamente é tratado, sempre seria uma voz a dizer que o F.C.Porto vai ganhar - o bicho foi bem ensinado e há duas coisas que acontecem sempre que alguém visita o Ti Quim: se é portista, o bicho percebe logo e grita: O Porto vai ganhar!, o Porto vai ganhar!, mas sé é benfiquista, principalmente benfiquista, o estupor do bicho, solta a franga e enquanto o tipo não vai embora... - e se não equilibrava as coisas, tão desequilibradas elas estão, sempre seria uma voz a favor do Dragão.
No meio de tanta faladura, destacou-se Manuel José, a múmia egípcia, o "Catedrático" do quarto mundo, mas esse já deu tantas provas de ser ressabiado que nem vale a pena perder tempo... apenas lamentar que alguém com este perfil continue a ser comentador, não confundir com paineleiro, numa estação pública de televisão. Se formos fazer um apanhado daquilo que já foi dito e escrito, estamos feitos ao bife, quase ninguém dá um tostão furado por nós - mesmo naqueles que nos são chegados há sempre um sim, mas... -, não temos qualquer hipótese, se perdermos por poucos já é caso para ficarmos felizes. O Jesus é fantástico o Lopetegui não; o Benfica joga em casa e na Luz é fortíssimo; o F.C.Porto vem abaladíssimo de Munique e se sofre um golo nunca mais se encontra; Jonas, o detonador, até já marcou aos Dragões - foi num jogo particular, mas não interessa; o Porto é obrigado a ganhar e o Benfica pode empatar; etc. e tal. Salvo raras excepções, a confiança, bazófia e arrogância em certos analistas, é tanta, que não sei se não era melhor fazermos falta de comparência... só perdíamos por três e sempre poupávamos tempo e dinheiro. Apenas há uma única preocupação entre o universo vermelho e ela é reflectida todos os dias: Salvio está em dúvida. Será que recupera? Vai recuperar, digo eu que nestas coisas acerto muitas mais vezes do que erro. Mas eu gosto deles assim, nós gostamos deles assim, os nossos profissionais gostavam deles assim. Será que a malta que compõe o grupo de trabalho do F.C.Porto será capaz de dar a resposta que todos esperamos? Tenho a firme convicção que sim... e nestas coisas também costumo acertar mais que errar. Não é preciso transcendência, eles não são o Bayern, precisamos apenas de apelar ao orgulho tripeiro, à raça de Dragão...

Faz 30 anos que nasceu a Revista Dragões. Quem quiser ver a capa e uma reprtagem com José Maria Pedroto, basta clicar aqui.

O Auditório do Museu do F.C.Porto by BMG, passa a ter o nome de Fernando Sardoeira Pinto. Acho muito bem. Sardoeira Pinto, para além de ser um excelente Presidente da AG durante muitos anos, era um grande Dragão, nos tempos das vacas magras nunca se encolheu contra as injustiças de que o F.C.Porto era vítima, chegou a pagar isso muito caro, quando estava na A.F. do Porto.

Sobre o que dizem e fazem os membros da chamada comissão Cerqueira não perco um minuto. Salvo algumas excepções, já disse o que pensava desses cavalheiros em 2010 - aqui.
As eleições só são daqui a um ano, até lá muita água vai passar por baixo das pontes, quando chegar a altura própria falaremos. Por agora concentremo-nos no essencial, no clássico de domingo. É para esse jogo decisivo que têm de estar virados todos os portistas.

Pergunta a Jorge Nuno Pinto da Costa:
- Senhor Presidente do F.C.Porto, clube e SAD, o senhor disse antes do jogo de Munique que Julen Lopetegui tinha sido uma escolha sua, estava muito contente com o seu trabalho, esperava que ficasse muitos anos. Como não acredito que apesar da derrota tenha mudado de opinião, pergunto-lhe: leu o que escreveu hoje na Bola, um dos responsáveis pela Bola Tv, João Bonzinho, sobre o F.C.Porto e Lopetegui? Depois disto, será que amanhã os jornalistas da Bola Tv não só estarão na CI de antevisão do Benfica-F.C.Porto, como terão direito a fazer perguntas?
Deixo-lhe o que disse o Bonzinho na semana passada e o que disse hoje, para o senhor ver até onde vai a desfaçatez desta gente. E como sou do tempo em que o senhor defendia com unhas e dentes os seus treinadores e jogadores...

As estatísticas valem o que valem, mas dizem que depois da tempestade vem a bonança


O gozo e a chacota não param, todo o pingarelho se acha no direito a mandar bocas ao F.C.Porto após a derrota de Munique. Ao mesmo tempo, as análises dos catedráticos da bola e dos autênticos génios do treino, gente manifestamente incompreendida - porque o mundo do futebol anda totalmente distraído, note-se... - e por isso só encontra trabalho na lavoura ou em grandes potências da Arábia Saudita, Egipto ou China, aparece a soltar a sua sabedoria, infelizmente, mal aproveitada, faz o totobola à segunda-feira e como tal acerta sempre. Um desses catedráticos, o mesmo que disse, sem se rir, que o Bayern era uma equipa banal, até se atreveu a dar a táctica para a Luz. Bendito país que tem gente assim...Adiante. Depois da derrota de Munique, a reacção do grupo de trabalho do F.C.Porto foi unânime: é preciso dar a volta por cima, temos de dar tudo para ganhar na Luz. No passado, mais ou menos recente, era isso que acontecia, como bem exemplifica o trabalho do Paulo Teixeira que podem ver mais abaixo. Lembro-me bem e por isso espero que as promessas dos profissionais do F.C.Porto não sejam apenas na teoria, a Luz veja o melhor Porto da época. Na hora da verdade é que se vê quem é quem, se apuram os bons e se apartam os fracos. Eu acredito que daremos uma resposta positiva, que seremos capazes de mostrar que um Dragão até pode estar de orgulho ferido, mas nunca perde a chama, nem a raça.

Paulo Futre foi convidado pelo panfleto da queimada para falar do próximo clássico entre o Bewnfica e o F.C.Porto. Disse o Paulinho que se o Benfica marca cedo o fantasma de Munique pode vir à cabeça dos jogadores do F.C.Porto e ser um problema.
- Paulo, poder pode, mas não deve. Se o F.C.Porto sofrer um golo cedo só tem de fazer tudo ainda com mais força de vontade e convicção para dar a volta ao resultado e ganhar.

Mas o que verdadeiramente me surpreendeu foi, à pergunta por quem ia torcer no jogo de domingo, Paulo Futre respondeu: "Moeda ao ar, não é? Há pouco tempo disse-o a brincar, mas publicamente não posso dizer quem quero que ganhe, joguei nos três grandes, tenho enorme carinho por eles, por isso publicamente tem de ser uma resposta correcta. Que ganhe o melhor"
- Porquê? Se fosse o Sporting, onde Futre nasceu para o futebol, ainda estou como o outro, mas dar uma resposta politicamente correcta, que ganhe o melhor, quando se defrontam um clube onde Futre foi bicampeão nacional, campeão europeu... e outro, onde apenas jogou uns meses? De que tem medo esta gente?

Trabalho estatístico de Paulo Teixeira
«O FC Porto, como habitual viajante da Europa do Futebol, acumula também algumas goleadas inusitadas, outras inesperadas. Neste sentido, fomos observar as goleadas Europeias sofridas pelo FC Porto (4 a 5 golos sofridos, esse será o critério), nas anteriores 40 temporadas Europeias dos Dragões e posteriormente, iremos identificar os resultados conseguidos na Liga Portuguesa, pós goleadas Europeias. Será que na ressaca de goleadas na Europa, o FC Porto continua o "naufrágio" no Campeonato Português? Ou ao invés, esses banhos de humildade Europeus, provocam internamente a revanche? Os números e os registos são esclarecedores e podem ou não, deixar-nos sinais para Domingo.
Bem, vamos então identificar as goleadas sofridas pelo FC Porto nas 40 últimas participações Europeias, para mais facilmente consultar as mesmas, iremos catalogar essas goleadas por décadas e em séculos distintos.

SÉCULO XX
Década de 70:
Na temporada 1978/79, o FC Porto de Pedroto, é goleado em Atenas pelo AEK, com um concludente 6-1, isto na Taça dos Campeões Europeus. 4 dias depois o FC Porto recebeu e goleou o Belenenses por expresivo 4-0 nas Antas!

Década de 80:
Na temporada 1982/83, Pinto da Costa cumpre a sua 1ª temporada desportiva como Presidente do FC Porto, os Dragões de Pedroto competem na Taça UEFA e são goleados por 4-0 pelo Anderlecht na Bélgica. 4 dias depois o FC Porto vai ao vélhinho Vidal Pinheiro  e empata a zero golos com o Salgueiros.

Em 1988/89, na Taça dos Campeões Europeus, o FC Porto é goleado na Holanda pelo PSV por dilatado 5-0. 3 dias depois viaja até Fafe e empata a zero golos, empate esse que levou à demissão de Quinito!

Década de 90:
Na temporada 1996/97, o FC Porto na Liga dos Campeões, é goleado por concludente 4-0, com o Manchester United. O Campeonato contempla uma paragem e não se pode identificar as sequelas que os pupilos de Oliveira trouxeram de Inglaterra.

Na época seguinte, 1997/98 e novamente com Oliveira ao leme, o FC Porto é goleado por 4-0 em Madrid pelo Real. 4 dias depois os Dragões recebem e vencem por magro 1-0 o Vitória S.C.!

SÉCULO XXI
Primeira década do século XXI:
Temporada 2007/08, os Dragões de Jesualdo Ferreira são goleados em Liverpool por expressivo 4-1. 4 dias depois o FC Porto vai á Luz vencer o Benfica por 1-0, com a célebre "ciganada" de Quaresma!

Época 2008/09, novamente com o Prof. Jesualdo ao leme, os Dragões são goleados em Inglaterra pelo Arsenal na Liga dos Campeões, neste caso por claros 4-0. Eis que o FC Porto 4 dias após aquele desaire, vai a Alvalade e vence o Sporting por 2-1!

Na temporada seguinte, 2009/10, novamente com o Prof. Jesualdo, novamente tendo como carrasco o Arsenal de Wenger e também na Liga dos Campeões, o FC Porto encaixa em Londres uma "manita", um 5-0. Passados 4 dias, o FC Porto vai a Coimbra e vence a Académica por 2-1!

Década 10 do século XXI:
Na temporada 2011/12, o FC Porto de Vítor Pereira acabava de cair para a Liga Europa, viaja a Manchester e é goleado por 4-0 pelo City. 3 dias depois os Dragões recebem no Dragão, o Feirense e vencem por 2-0!

Na recente e anterior temporada desportiva, 2013/14, já com Luís Castro como treinador, o FC Porto vai á Andalúzia disputar os Quartos Final Liga Europa, mas sai goleado de Sevilha com concludente 4-1. Passados 4 dias o FC Porto viaja a Braga e vence por 3-1!

Bom, as estatísticas podem definir meras tendências, todavia nem sempre com total assertividade, mas deixam sinais com toda a certeza, mas já lá iremos. Nesse sentido, se o FC Porto teria toda a vantagem em jogar na Luz no próximo Domingo, "almofadado animicamente" após ter eliminado o Gigante Bayern, infelizmente e também para o Futebol Português, o inverso aconteceu.. A questão que se coloca esta semana será: mas que FC Porto irá entrar na Luz ? Animicamentee e fisicamente pujante, não será com toda a certeza, pese embora as cerca de 120 horas de descanso, mas será com toda a certeza um FC Porto ferido no seu orgulho e que pretenderá revange nesse clássico decisivo para as contas finais do Campeonato.

E voltamos à estatística: ao observarmos as anteriores 10 goleadas europeias sofridas pelo FC Porto (não há registos de uma ressaca europeia, justamente porque o Campeonato sofreu uma paragem em Março de 1997), mas, posterior a essas humilhações europeias, os Dragões venceram 7 partidas, e empataram 2 jogos a zero golos, curiosamente, pós duas ressacas de goleadas europeias, o FC Porto foi a Alvalade e à Luz vencer os rivais de Lisboa!»

Resumindo:
Oxalá se domingo se confirme a tradição estatística e o F.C.Porto seja capaz de sair da Luz com o resultado que lhe interessa para continuar a lutar pelo título.

A História do F.C.Porto não foi construída com gente que caindo, até com estrondo, não é capaz de se levantar


Como tinha dito no post de antevisão e do jogo, pelo que tinha acontecido na 1ª mão, resultado e exibição, havia a ilusão de que podíamos causar sensação, chegar às meias-finais era possível. Disse também que faltava escalar a parte mais difícil da montanha, o Bayern estava ferido no seu orgulho, refeito do choque e da surpresa e a jogar em casa, ia entrar com tudo, criar-nos grandes problemas, só um grande Porto podia resistir a uma equipa muito forte, melhor individual e colectivamente. Ora esse Porto na 1ª parte não teve nada, foi um descalabro total, pode dizer-se que fez falta de comparência e quando ao intervalo acordou já estava goleado e com a eliminatória perdida. Mesmo sabendo do poderio do conjunto de Pep Guardiola, treinador que no Dragão foi besta e no Allianz Arena, bestial, ninguém estava à espera de um desastre tão grande. É natural que o sentimento que atravessa o universo portista seja de uma grande tristeza, uma enorme frustração e desilusão - eu enquanto adepto do F.C.Porto nunca me sinto humilhado ou envergonhado. Custa, custa muito, mas a vida continua, já no domingo temos outro jogo importantíssimo, não podemos ficar a chorar sobre o leite derramado, temos de reagir e reagir em força. Ontem caímos, até com estrondo, mas a nossa História fantástica não foi construída com gente que quando cai fica prostrada, incapaz de se levantar. Têm a palavra os jogadores e o treinador. Eu acredito que hoje digerimos, amanhã reagimos, no domingo na Luz o grande Porto estará de volta. Sim porque quem é do F.C.Porto, ama-o ou deixa-o e se o ama de verdade, ama nas vitórias, mas ainda mais nas derrotas. Foi com este espírito de resistência em anos e anos de derrotas, numa travessia do deserto que durou 19 anos, que foi possível manter a chama do portismo bem viva e hoje ficarmos tristes porque fomos eliminados nos quartos-de-final da principal prova de clubes e frente a uma das melhores equipas do Mundo, enquanto no passado quando passávamos a 1ª eliminatória já era uma grande festa. Um bom portista nunca perde a memória.

Notas finais:
Quando o F.C.Porto faz grandes exibições, tendo a valorizar o colectivo, porque mesmo as estrelas mais cintilantes têm dificuldades em brilhar se não tiverem por trás outros menos dotados que dêem à equipa a organização e equilíbrios para que o conjunto funcione e liberte os craques para que possam fazer a diferença, muitas vezes, decidam. Quando as coisas correm mal, nada está bem, como foi o caso de ontem, também não tenho por hábito arranjar bodes expiatórios, fazer o totobola à segunda-feira. Nos 45 minutos de terror, algo que nem nos piores pesadelos podíamos imaginar, mais que a falta deste ou daquele, foi o colectivo que esteve muito mal, nunca se encontrou em nenhum dos itens necessários para que uma equipa que é mais fraca possa bater o pé à mais forte. Acrescento, quando um colectivo é forte, até disfarça esta ou aquela má prestação individual; pelo contrário, quando o colectivo não existe, as más exibições são extrapoladas, notam-se mais. Mais um médio? Para quê, se Brahimi e Quaresma andaram sempre pelo meio-campo, mais preocupados em defender que atacar? Foi o desastre colectivo que esteve na origem daquela 1ª parte terrível, para lembrar e tão cedo não repetir. Podemos perder, mas não podemos voltar a ser uma equipa paralizada, amedrontada, mesmo que a imaturidade de uma equipa jovem sirva como atenuante. Mas e que fique claro, para mim, quando ganhámos, ganhámos todos, quando perdemos, perdemos todos.
 
Quanto às sereias cínicas e hipócritas, ao anti-portismo mais rasca e mais primário, os invejosos e os medíocres, hoje estão em festa. Mas se não me comovem nas horas boas, vão afectar-me nas más? Nem pensar! Atrás do tempo tempo vem...

Os carrapatos da Antena 1, escroques até dizer basta, como sempre acontece nos momentos negativos do F.C.Porto, através de Pedro Cid - o senhor da foto -, lá foram ouvir esse rato que cospe no prato que lhe deu de comer, o ressabiado do Octávio Lacrau Machado. Mas não vão ouvir esse asqueroso quando as coisas correm bem aos Dragões. Pois, é, depois acontecem coisas desagradáveis... No passado esta gente merecia resposta e que resposta!, mas agora somos um clube de mansos.

Como eu não mudo... já deixei na rádio pública este comentário:
«Sempre que há um resultado negativo do F.C.Porto, quem vão ouvir? Pois, esse ressabiado, esse cuspidor no prato que lhe deu de comer, esse lacrau, esse escroque, Octávio Machado. Uma vergonha, mas que se repete. Porque não foram ouvir esse pobre de espírito quando o F.C.Porto ganhou ao Bayern no Dragão? Informação pública, uma nojeira!»

Depois disto se eu fosse jogador... domingo até comia a relva!

F.C.Bayern 6 - F.C.Porto 1. O sonho virou pesadelo


Quando do sorteio escrevi isto:
«Meus caros, como tenho dito, este Porto não morre de véspera, não presta vassalagem a ninguém, eles são melhores colectiva e individualmente, mas vão ter de o provar dentro das quatro linhas. É um jogo em que a pressão está toda do outro lado e por isso que devemos encarar com a tranquilidade de quem não tem nada a perder, tudo a ganhar. É também um jogo frente a um adversário que está gravado a letras de oiro na História do F.C.Porto. Foi em Viena frente ao Bayern que os Dragões conquistaram a primeira Taça dos Campeões e nessa altura também eles eram poderosos, favoritos, jogaram praticamente em casa, mas a Taça veio para a Invicta.»

O jogo da 1ª mão confirmou que mesmo frente aos mais poderosos não morremos de véspera, mais que o resultado, a exibição conseguida no Dragão criou a ilusão e a esperança que era possível. Faltava o mais difícil, mesmo com dois golos de vantagem, saber se conseguiríamos resistir, dentro do campo à força de uma das melhores equipas do Mundo, fora das quatro linhas, a um clube com um poder enorme, alemão e com a final a disputar-se na capital da Alemanha, Berlim. Nos últimos quatro anos o Bayern esteve sempre nas meias-finais da Champions League, ganhou uma e foi finalista derrotado na outra. Era, como disse Lopetegui, um desafio colossal, só à altura de uma grande equipa. Tal como aconteceu na quarta-feira passada, o F.C.Porto tinha de ser uma equipa organizada, compacta, unida, CONCENTRADA, corajosa, ambiciosa; uma equipa coesa e segura na defesa; equilibrada no meio-campo; rápida e acutilante no ataque. Resumindo: era preciso um Porto da melhor qualidade, um grande Porto europeu. Para nossa grande tristeza, desilusão, esse Porto não apareceu em Munique, durante a primeira-parte foi uma caricatura foleira da equipa que nos fez sonhar no Dragão e o sonho virou pesadelo.

Sem Danilo e Alex Sandro, da equipa que dei como provável, não jogou Ricardo, jogou Reyes a lateral-direito, numa opção que se compreendia: em vantagem na eliminatória, mais que tudo era preciso ter solidez defensiva, foi isso que o técnico portista procurou na escolha do mexicano em detrimento do jovem português, também porque Reyes é alto, tem hábitos de defesa, nos lances de bola parada podia dar à equipa aquilo que Ricardo não podia. Certamente que agora todas as críticas dos que fazem prognósticos no final do jogo, vão começar por por essa opção de Lopetegui. Será redutor ir por aí. Reyes falhou, como falharam todos os outros, ninguém se salvou naquela primeira-parte de terror, algo que só encontra paralelo num AEK de Atenas 6 - F.C.Porto 1, é preciso recuar até à longínqua época de 1978/1979. Por isso não percebi a saída do defesa mexicano para a entrada de Ricardo. Provou-se que não era esse o grande problema dos Dragões na noite de hoje. O Bayern fez o que quis da equipa do F.C.Porto, jogou sozinho, resolveu o jogo até ao intervalo, marcou cinco golos, teve 70% de posse, parecia que estava a fazer um jogo treino com os juniores.

Com a eliminatória perdida ao intervalo e correndo riscos de uma derrota por números ainda muito piores, Lopetegui tirou Quaresma e meteu Rúben Neves para ter mais gente no meio-campo, tentar minorar os danos, não permitir que o Bayern fizesse o que fez nos 45 minutos iniciais. Aproveitando o abrandamento alemão o F.C.Porto teve mais bola, equilibrou, marcou por Jackson, podia ter marcado outro, deixou uma imagem mais positiva, mas nunca mostrou ter capacidade para mudar o rumos dos acontecimentos. Foi  apenas porque campeão alemão já estava noutra, mas ainda viria a marcar mais um golo por Xabi Alonso.

Resumindo: primeira-parte inacreditável, melhor a segunda, mas tudo já estava resolvido.
O F.C.Porto desbaratou em 45 minutos muito, quase tudo aquilo que tinha conseguido em prestígio nesta edição 2014/2015 da Champions League - os últimos resultados é que ficam na memória.

Dito isto, mesmo que um resultado destes nos deixe prostrados, arrasados, temos de reagir. Não éramos os maiores antes deste jogo, não somos os piores agora. Mas quem primeiro tem de reagir,e em força, deitar para trás das costas esta noite negra, são os jogadores. Se o jogo de domingo era muitíssimo importante, agora ainda será muito mais. É a hora da verdade, domingo temos de apagar esta noite que deixa o universo portista destroçado.

F.C.Bayern - F.C.Porto. Ainda falta escalar a parte mais difícil da montanha


Chegou o momento da verdade, parte I, o primeiro de dois jogos em poucos dias, dois jogos importantíssimos, mas que só serão decisivos se os resultados não forem favoráveis aos interesses do F.C.Porto. Em Munique, frente ao todo poderoso, dentro e fora do campo, Bayern, falta escalar a parte mais difícil da montanha. Os quase bicampeões alemães têm grandes aspirações na prova, estão feridos no orgulho, apoiados num público fervoroso, vão dar tudo e logo de início, para anular a desvantagem que os Dragões conquistaram no jogo da primeira-mão. E por isso, se não formos uma equipa organizada, compacta, unida, concentrada, solidária; se só defendermos e não formos capazes de sair de uma pressão que acredito será asfixiante nos primeiros 20 minutos; se como aconteceu na última quarta-feira e em particular após o 2-0 e ao contrário do que aconteceu na segunda-parte, não conseguirmos ter bola, trocá-la, atacar, mostrar-lhes que podemos fazer mossa, marcar; ai então, as coisas ficarão complicadas, vamos correr muitos riscos, sofrer muito. Não tenho dúvidas, vai ser um desafio muito exigente, só para homens de barba rija, daqueles que obrigam a deixar tudo em campo. Mas são estes jogos que valem a pena e podem fazer história, jogos que aumentam o prestígio dos clubes, catapultam jogadores para o estrelato. É que com o resultado conseguido pelo F.C.Porto na 1ª mão, a grande surpresa dos quartos-de-final; e com o Barcelona-PSG o outro jogo do dia, a estar encaminhado para a equipa da Catalunha; todos os olhos vão estar na Allianz Arena de Munique. Que a raça, alma, chama e o forte espírito do Dragão volte a espantar o mundo do futebol, mostre que na Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto, há gente que segue os lemas: "A sorte protege os audazes"; "Dos fracos não reza a história." Já ganhámos o direito aos holofotes, há a certeza que tudo faremos para que não se apaguem.
 
O árbitro é Martin Atkinson, auxiliado por Michael Mullarkey e Stephen Child, os árbitros de baliza são Anthony Taylor e Craig Pawson, sendo o quarto árbitro Darren England. Todos ingleses.
 
Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano, Helton e Ricardo Nunes;
Defesas, Ricardo, Reyes, Maicon, Martins Indi e Marcano;
Médios, Rúben Neves, Brahimi, Evandro, Quintero, Óliver, Herrera e Casemiro;
Avançados, Quaresma, Jackson, Hernâni, Gonçalo e Aboubakar.

Equipa provável:
Fabiano, Ricardo, Maicon, Marcano e Martins Indi, Casemiro, Óliver e Herrera, Quaresma, Jackson e Brahimi.


Antevisão de Julen Lopetegui e de Marcano
O Mister:
Sobre o Guardiola ter dito que Jackson jogou infiltrado:
«Jamais consentiria que um jogador meu se infiltrasse para jogar. Nada mais tenho a dizer sobre esse tema»

Sobre isto, nem era preciso Lopetegui dizê-lo, basta conhecer as pessoas do departamento clínico do F.C.Porto... Nunca se coloca em causa a saúde de nenhum profissional, por mais importante que ele seja para a equipa. Digo eu.

Sobre a equipa que vai jogar e como vai jogar:
«Faremos duas, três ou quatro alterações, não sei. Somos uma equipa sem grandes surpresas, somos bastantes previsíveis. Quando temos a bola queremos atacar, quando não a temos procuramos recuperá-la.
Estamos focados e concentrados no que temos de fazer. Sabemos que temos de fazer um esforço enorme e um grande jogo para poder competir com uma das melhores equipas da história do Bayern. Queremos ser protagonistas em todos os jogos. Sabemos as dificuldades que nos esperam e vamos tratar de dar respostas»

Guardiola pode estar a fazer bluff com Ribéry.
«Não sei. Não perco energias com isso. Espero uma grande equipa, jogue quem jogar. Incluindo Ribéry».

E qual poderá ser a chave do jogo?
«O colectivo. Temos de fazer tudo muito bem para podermos competir com eles, não podemos deter-nos apenas num detalhe. Vamos defrontar aquele que, à priori, é o favorito a ganhar Champions»

Sobre o apoio no aeroporto:
«Não foi uma surpresa, os nossos adeptos têm estado sempre com a equipa, mas ficámos emocionados com esse estímulo»

Sobre o apoio que o Bayern vai ter, num Allianz Arena cheio:
«Nesta fase, jogando fora, há um apoio massivo à equipa que joga em casa, mas é uma situação normal e natural. Trazemos sim a energia e o apoio que os adeptos deixaram no aeroporto. Queremos que seja isso a empurrar-nos quando não der para mais. Essa força, esse esforço máximo, vamos dá-los... E vamos recordar o apoio que recebemos e ele servirá de energia. Sozinhos não vamos estar»
 
Tendo em conta o que se passou no Dragão, Neuer devia ter sido expulso, não teme que o poder alemão influencie o trabalho do árbitro?
«Temos toda a confiança no trabalho do árbitro»

Antevisão de Marcano:
Que Porto amanhã?
«Vamos tentar jogar com ‘ganas’, como fizemos no jogo em casa. Não sei se vamos marcar golos ou não, vamos tentar fazer o melhor possível»

Estando de fora, como viu o jogo da 1ª mão?
«Vi o FC Porto fazer um grande jogo. Não sei se o Bayern nos subestimou, o que vi foi os meus companheiros fazerem um jogo incrível e vencer uma das melhores equipa do mundo.»

Sem Danilo e Alex, como vai ser?
«Temos confiança em toda a equipa, os que jogarem vão fazer o melhor. (...) Se jogar vou dar o melhor para ajudar os meus companheiros.»

A sua experiência pode ser importante?
«Uns têm mais experiência, outros menos, mas todos estamos concentrados e todos estaremos perante o mesmo tipo de exigência.»

Sobre o apoio dos adeptos à partida para Munique:
«Fiquei emocionado. Apoiaram-nos de forma incrível e amanhã vamos tentar retribuir.»

Duas soltas...
Diz João Gobern, essa montanha de fair-play:
- Quero que no domingo, no Benfica-F.C.Porto, ambas as equipas possam jogar com os seus melhores jogadores e por isso espero que Salvio jogue e que na terça-feira nenhum jogador do F.C.Porto se lesione. Mas gostaria que no jogo  Bayern vs F.C.Porto houvesse prolongamento e penalties. Ora aí está... pena para essa montanha de fair-play que no caso de haver prolongamento, ele em vez de ter 30 minutos não ter 60 ou 90...

Tenho muita pena que o Rodolfo Reis comentador não tenha nem metade da garra, determinação e qualidade do jogador Rodolfo Reis. O Rodolfo era um jogador acima da média e que defendia a camisola azul e branca com o verdadeiro espírito do Dragão, nunca levava desaforo para casa, ai daquele que faltasse ao respeito à Instituição. O Rodolfo comentador aguenta calado as mais rascas e ordinárias insinuações feitas ao F.C.Porto e a quem o serve. Criticar, OK, isso nem se discute, mas quem toca no F.C.Porto e o F.C.Porto está acima de tudo e de todos, tem de levar... a resposta, obviamente, na forma e no tom adequado. Rodolfo foi capitão do F.C.Porto, Rodolfo foi e é uma referência dos Dragões, foi alguém que sentiu na pele alguns dos violentos ataques, devia ter isso sempre bem presente quando alguns escroques atacam o seu clube.

Mentalidade Champions também nos adeptos?


Quando a pequenina, mas aguerrida e aberta a quem quiser, tertúlia do pre-match, ainda fora do estádio soube a constituição da equipa que ia defrontar a Académica, não queria acreditar e as reacções foram de incredulidade, algum receio pelos riscos e a constatação da importância da Champions na época do F.C.Porto. Ganhámos, continuamos na luta, viu-se que mesmo com aquela equipa os riscos não foram muitos, podíamos e devíamos ter ganho por maior diferença de golos. A rotatividade de Lopetegui, afinal, não foi assim tão má, será que estaríamos em condições de disputar as duas provas mais importantes da temporada, se ao contrário do que foi feito, tivéssemos apostado sempre num núcleo de 13 ou 14 jogadores? Tirando o jogo da Taça de Portugal frente ao Sporting, não foi pela rotatividade que o F.C.Porto não está melhor posicionado no campeonato...

Depois da grande noite de quarta-feira e que perdurará na memória, mais tempo que menos, se em Munique os pupilos de Julen Lopetegui resistirem ao poderio alemão, sempre esperei que ontem o Dragão tivesse muito mais público, apontei para cerca de 45 mil espectadores. O jogo foi a um sábado, o tempo não estava mau, a hora, 18 horas, era boa, mas só estiveram 36 mil e não sei se a malta do Dragon Force contou para este número. Se contou então ainda é pior. E este número, claramente aquém das expectativas e do que a exibição frente ao Bayern a equipa merecia, leva-me a colocar a seguinte questão: será que também os adeptos do F.C.Porto têm ou só têm, mentalidade Champions? Só se motivam, só fazem das tripas coração na prova rainha da UEFA? É que para além de tudo que referi, o jogo frente à Académica era muito importante. Será que um F.C.Porto só para consumo interno, sem estes miminhos europeus, sem capacidade para se bater com estas equipas e muitas vezes conseguir resultados verdadeiramente surpreendentes, terá futuro. Não sei se estarei a exagerar nesta extrapolação, mas parece-me pertinente que seja colocada, por um razão: como conciliar um F.C.Porto europeu, com o facto de sermos um clube originário da segunda cidade de um país pobre e centralista e termos que competir ao mais alto nível, com clubes de Inglaterra - o último classificado da Premir League da próxima época vai receber cerca de 100 milhões de euros, quase o dobro do que recebe o pior classificado desta época -, França, Espanha ou Alemanha? Há quem fale em bilhetes mais baratos, em jogos a horas mais apropriadas, melhor promoção dos espectáculos. Pode ser, mas não alterará muito, não creio de seja por aí que o problema se resolva, o jogo de ontem é um bom exemplo. Depois daquela vitória e daquela noite de sonho, nem era preciso fazer nada, os adeptos deviam ter acorrido em massa, enchido o Dragão.
É, meus amigos e como conclusão: estamos cansados de ganhar, aburguesamo-nos, um título de campeão nacional já é pouco, para o ego de muitos portistas, só grandes feitos europeus levam os portistas a aderir... nem que para isso seja preciso fazer todos os sacrifícios.

Nota final:
De repente, em vésperas do Belenenses-Benfica, Jorge Simão, treinador dos azuis de Belém, descobriu a pólvora. O que disse ele para que reco-recos, vendilhões do templo, carrapatos e afins lhe dedicassem tantos elogios? Simples: que jogadores emprestados não deviam jogar frente aos clubes que os emprestam e muitas vezes lhes pagam grande parte do salário, quando não todo. E porquê? No caso de Rui Fonte, emprestado pelo Benfica ao Belenenses, se jogasse e marcasse ao clube do regime seria trucidado pelos benfiquistas, se tivesse azar e marcasse na própria baliza, por exemplo, estava feito, seria trucidado pelos adeptos do clube que serve no momento e pelos dos rivais do Benfica.  Mas isto é alguma novidade? Não. Não é isso que nós andámos a dizer há muito tempo? É. Então onde está a novidade? Jorge Simão disse o que disse, Pedro Emanuel disse que Kayembe não estava em condições, Tiago Rodrigues teve uma indisposição súbita. Portanto, sempre houve polémicas com os emprestados e quando se trata de emprestados pelo F.C.Porto, ui!, ela é sempre da grossa, mas esta época apenas surgiu quando se tentou meter no mesmo saco aquilo que era normal acontecer, com a pouca vergonha, o escândalo que foi a não utilização de Miguel Rosa e Dayverson, jogadores já do Belenenses e com o clube do Restelo a pagar-lhes os salários, frente ao Benfica. Concluindo: ver naquilo que disse o treinador do Belenenses algo de original e de relevante, só na cabeça dos mesmos de sempre e com os objectivos de sempre.

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