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F.C.Porto - Vitória F.C. Vamos lá mostrar que a crença no título não é só da boca para fora


Não há muito a dizer sobre o F.C.Porto-Vitória F.C.. Como os Dragões daqui para a frente só têm de ganhar e ganhar, como diz o título do post, só nos resta que essa crença não seja só da boca para fora, tenha correspondência na prática e amanhã possamos ver um Porto determinado, CONCENTRADO, convicto, pronto para ganhar e juntar à vitória uma exibição que deixe os adeptos satisfeitos. Já que o Natal, desportivamente falando, não vai ser o ideal, que ao menos não seja de pesadelo. Não conheço bem a equipa de Domingos Paciência, mas vi a última meia-hora do Vitória - Boavista e aquela equipa mostrou muito pouco, nada, para ser mais claro. Portanto, mesmo sabendo que o futebol é fértil em surpresas, perder qualquer ponto no último jogo deste ano para o campeonato, seria um desastre. Mas vamos ganhar!

O árbitro é Manuel de Oliveira, auxiliado por Alexandre Freitas e Tiago Costa

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano e Andrés Fernández;
Defesas, Danilo, Maicon, Diego Reyes, Martins Indi e Alex Sandro;
Médios, Evandro, Herrera, Óliver, Brahimi, Campaña e Quintero;
Avançados, Quaresma, Tello, Jackson, Aboubakar e Adrián.

Equipa provável:
Fabiano, Danilo, Reyes, Martins Indi e Alex Sandro, Evandro, Herrera e Óliver, Quaresma, Jackson e Brahimi.

Antevisão de Lopetegui
Sobre o Vitória:
«O V. Setúbal não tem os pontos que merecia. É uma equipa complicada, com um treinador que recentemente esteve numa final europeia. É um rival difícil que nos vai obrigar a estar concentrados e a fazer bem as coisas para superar as dificuldades que forem surgindo. Para ganhar ao V. Setúbal teríamos de fazer sempre uma boa exibição. É a nossa intenção, evidentemente. Não pensamos no que passou mas no que aí vem.»

Sobre percentagens na luta pelo título:
«Estas coisas não se podem quantificar. O importante agora é ganhar ao V. Setúbal, nada mais. Temos de conseguir a vitória jogo a jogo. Sabemos o tipo de jogo que vamos encontrar e temos de ser capazes de superar esse jogo e fazer o nosso caminho. Temos de continuar a melhorar e a acreditar. Quando a equipa cresce e joga cada vez melhor, normalmente, os resultados acompanham esse crescimento. Pode acontecer sermos superiores e perdermos. Mas não é o normal.»

Sobre a evolução da equipa:
«Gostaríamos de estar noutras circunstâncias, claro. Poderíamos ter mais pontos, mas creio que o jogo e a evolução da equipa nos leva a pensar numa boa segunda volta. Sobre o que é preciso melhorar, estaríamos aqui toda a manhã a falar. São aspetos coletivos, individuais. É algo comum a todas as equipas. Todos têm de melhorar. Dizer isto não significa que não façamos já muitas coisas bem. Lembrem-se que temos jogadores muito jovens e uma nova forma de jogar. Ainda assim, este ano, nunca tive a sensação de ter ficado por baixo de nenhuma equipa. Temos alguns resultados negativos, mas poucos. Todas as equipas têm margem de manobra. E esta é uma das equipas mais jovens da historia do Porto. Vamos conseguir melhorar»

Sobre Brahimi:
«Em todos os planteis há jogadores que atravessam momentos melhores ou piores. O Brahimi tem-nos dado muito e continuará a dar. Brahimi esteve no Mundial, o que também pesa nas pernas, mas a vontade faz a diferença. A vontade, conjugada com a qualidade, faz com que tudo se supere. É seguro que nos continuará a dar muitíssimo. Temos um plantel para responder à sua ida para a CAN e superar essa lacuna. O que queremos é que ele não se lesione e venha com muita energia»

Sobre Campaña:
«É um jogador que não tem tido opções, mas vai estar na convocatória e vamos ver. É, claro, uma opção para o jogo»

Sobre Tó Oliveirinha:
«Todas as opinião são respeitáveis. Mas pessoas que jogaram e treinaram sabem que há um monte de circunstâncias a ter em conta. Estamos concentrados e temos tido opções de ganhar todos os jogos que não conseguimos. Temos de melhorar individual e coletivamente, claro. Temos muitos jogadores novos, já melhorámos em muitos aspetos e vamos continuar a melhorar seguramente»
Muito bem, Mister, não perca mais um segundo sequer a falar desse mau carácter, desse eucalipto.

É à descarada e à escâncara. 

Em vésperas do jogo da Taça de Portugal frente ao S.C.Braga, Jesus, com a conivência dos vendilhões do templo, onde os rafeiros da queimada levam a bandeira, não se inibe de dar recados, pressionar e condicionar o árbitro. Cuidado, S.C.Braga! Ao primeiro toquezinho, amarelo; ao segundo, outro, e vermelho.
Uma entrada menos ortodoxa, vermelho directo. Depois do jogo sujo, rasteiro, faltas e mais faltas que praticaram no Dragão, com a conivência do ex-Super e agora No Name, Jorge Sousa, é preciso ter uma grande lata, um enorme descaramento, para dizer uma coisa dessas. Mas como ninguém reage a nada, ninguém se importa com estas poucas vergonhas, eles fazem e dizem tudo que lhes apetece e à escâncara.
A capa do panfleto da queimada de hoje é papel higiénico usado.
Comentários  

Benfica 1 - S.C.Braga 2. Tó Oliveirinha:"Com Sérgio Conceição no banco do Benfica o Benfica ganhava 3 Taças de Portugal numa época"

Treinador de bancada manda bolas fora


Fazer análises após um jogo que correu mal, muitas vezes leva a que se exagere, coloque tudo e todos em causa. É o treinador deixou de ser bestial e passou a ser besta, alguns jogadores que até eram eram bons passaram a ser fraquinhos, o plantel que era excelente passou a não ser tanto assim. Nesta altura vem sempre à baila a falta de mística, de referências, de jogadores portugueses e da formação do F.C.Porto. Para além disso, esta época a falta experiência de um plantel novo na idade e novo no clube, também é referida como uma das razões para que a temporada não esteja a correr como desejamos. Sobre mística, alma, espírito guerreiro, etc., mesmo que já tenhamos tido épocas onde perdemos jogos como o de domingo passado e campeonatos, com plantéis e equipas cheios de mística, de referências e experiência, para não me repetir, remeto-os para aqui - post após a derrota com o Sporting. Mas aceito que falta um verdadeiro líder dentro do campo, uma extensão do treinador, alguém que de braçadeira no braço fosse capaz de nos momentos difíceis se impor, unir as tropas, levá-las à transcendência, alguém capaz de exigir respeito a árbitros habilidosos e sem critério. Quanto à equipa nova na idade e no clube, que precisa de tempo, etc., é verdade e uma atenuante, mas se por um lado há erros que não se admitem nem nos iniciados, por outro não se pode acusar esta equipa de falta de empenho e de atitude, pelo contrário, esta equipa nunca se entrega, nunca desiste - Shakhtar lá e cá, Estoril, são bons exemplos. Agora é natural quando as coisas correm mal, se oferecem golos numa bandeja e falham golos fáceis, como aconteceu, menos frente ao Sporting, mais frente ao Benfica, a força anímica não seja a ideal, o discernimento desapareça e com ele organização e a capacidade para tomar as melhores opções e decisões dentro do campo. Portanto, tirando a tal liderança, o problema do F.C.Porto neste momento, não é a falta de experiência, de empenho, de tempo. Então qual é? Pois, na posição de treinador de bancada... fica a minha opinião.

Embora não se deva separar a parte colectiva da individual numa equipa de futebol, até porque uma equipa colectivamente forte pode ser vítima de erros individuais e uma equipa com um colectivo mais fraco pode ganhar graças às individualidades; deixemos a individualidades e foquemo-nos no colectivo que desejamos forte e a base do nosso sucesso. E a primeira nota é a seguinte:
Não se constroem equipas fortes com jogadores que aparecem e desaparecem. Constroem-se equipas fortes com jogadores consistentes, jogadores que mesmo quando não fazem grandes exibições, nunca jogam abaixo de um 6, numa escala de 0 a 10, nunca se escondem. E se para mim os grandes jogadores aparecem nos grandes jogos, está aí uma explicação para o insucesso do F.C.Porto no clássico que domingo se disputou no Dragão. Quando se pedia que emergissem, desequilibrassem , fizessem a diferença, alguns submergiram, passaram ao lado do jogo - Herrera, Tello e Brahimi, Jackson falhou golos que um ponta-de-lança não pode falhar.

Depois e já não é a primeira vez que o digo, o ponta-de-lança, porque é muito marcado, tem de jogar simples, receber, tocar e ir, aparecer nos espaços e na área, sítio onde é importante estar. E o que vimos? Pois, um Jackson muito recuado e demasiado agarrado à bola, às vezes perdia-a, outras passava, mas como estava muito atrás, se queríamos e aconteceu, sair rápido, não havia ninguém para aparecer na zona de finalização. E por falar em zona de finalização, é outra pecha que urge resolver: metemos muito pouca gente na na zona onde se decidem os jogos, no domingo, chegamos a ter quatro e cinco jogadores para Lima e depois, como é óbvio, a bola chegava à área e eram nove deles contra quatro ou cinco nossos.

Outra lacuna é esta: se privilegiamos o jogo pelas laterais e envolvemos Danilo e Alex nessas manobras, para além das compensações quando sobem, quem joga mais à frente tem de saber jogar com eles. Se na direita isso vai acontecendo, Tello e Quaresma envolvem Danilo, na esquerda Brahimi raramente aproveita a subida de Alex. Sem coartar a criatividade e o génio do argelino, é preciso mudar, diversificar, surpreender e principalmente, não desmotivar Alex a subir. Aliás, a jogada que Jackson atirou contra Júlio César é sintomática do que ambos podiam fazer se o internacional argelino não fosse tão egoísta, principalmente agora, quando as coisas já não saem tão bem.

Também deixamos de pressionar bem, de forma organizada. Ora, sem pressão, as defesas contrárias estão cómodas, jogam à vontade, correm menos riscos de errar. Os cantos e livres já foram muito mais perigosos. Não há quem remate de fora e contra autocarros, atirar de fora pode e deve ser uma solução. Quando estamos por cima, com um bom ritmo e uma boa dinâmica, não pode ser Fabiano, quando a bola lhe chega às mãos ou aos pés, a quebrar o ritmo e a dinâmica, hesitando, passando mal, demorando uma eternidade. Se Marcano fosse destro, OK, problema resolvido, como não é e Indi também não, quando a bola chega aos centrais não sai com a rapidez necessária, não permite a transição rápida, apanhar o adversário desorganizado. Porque não Reyes como central pela direita? Se com Quintero melhoramos o jogo interior, meta-se o colombiano, agora não podemos perder equilíbrios, ter só gente a jogar com bola, quando a perdemos a casa vem abaixo.

Estão aqui algumas questões para reflectir. Sou apenas treinador de bancada, talvez não saiba como executar no campo para melhorar, mas acho sei ler um jogo e identificar o que está bem, menos bem ou mal.

Porque sou um tipo sério, analiso de boa-fé e quando me engano tenho a humildade de me retratar, depois de ver as imagens só me resta pedir desculpas a todos e dizer: de facto a estratégia e a táctica, junto com a pressão alta, a matreirice de Jesus e experiência dos jogadores do Benfica foram as bases em que assentou a vitória do clube do regime. Sem dúvida, como disse Vieira, foram uns heróis.
Portanto, Mister Lopetegui, já sabe, porrada para cima deles, jogo sujo, truques e mais truques para queimar tempo e siga a marinha. Essa é a verdadeira essência do futebol, como se viu destacado nos jornais de segunda-feira e nos editoriais de alguns prostitutos do jornalismo.
Pois, pois, a arbitragem de Jorge Sousa foi excelente, disse o benfiquista de Paredes. Não foi pelo árbitro que perdemos, quem é tão anjinho, dá tantas abébias na defesa e falha golos cantados no ataque, só tem de olhar para dentro, mas arbitragem excelente, sim, para o Benfica. Aliás, nada que já não fosse previsível e que não estivéssemos à espera. Como disse antes do jogo, Jorge Sousa é o árbitro queridinho do clube do regime.

Nota:
Nem com 6 pontos de avanço, nem por ser contra o último eles facilitam: João Capela no Benfica - Gil Vicente. Fantástico, Melga!

Lopetegui não é dos que desistem nem dos que se arrastam derrotados


Sejamos claros: no F.C.Porto não há tempo para ter tempo, a exigência de uma geração, mas não só, habituada a ganhar muitas vezes, é alta, um ano sem título é muito, dois é uma eternidade - não, não deixei de acreditar que vamos ser campeões... Quase todos os treinadores do F.C.Porto tiveram vida difícil, uns ultrapassaram esses períodos e marcaram épocas, outros ganharam, mas não ficaram como referências, saíram e muito poucos ficaram com pena. Lopetegui está na fase complicada, potenciada, primeiro, porque atendendo ao plantel as expectativas eram altas; segundo, porque perder um clássico em casa não é bom, perder dois é de mais, independentemente das circunstâncias e das atenuantes; terceiro, porque as mensagens para dar uma imagem negativa do treinador do F.C.Porto passam com muita facilidade, como se não fosse pouco aquilo que dizem e escrevem os que não gostam do melhor clube português, ainda temos de apanhar com os portistas ressabiados, os que têm agendas, até com alguns de carácter mais que duvidoso, destravados, sem memória e sem pingo de vergonha na cara. Avancemos.

Não vou dizer que Julen Lopetegui não tem cometido erros, tem e sem querer escalpelizar toda a temporada, cingindo-me apenas aos últimos jogos em que perdemos pontos para o campeonato, Estoril e Benfica, se no primeiro Lopetegui mexeu no que estava bem, alterou a estrutura, deu-se mal e mereceu críticas, no jopgo de domingo passado a abordagem foi correcta, a equipa escolhida consensual, durante o jogo não vejo motivos de censura, as mexidas foram as indicadas. Vir dizer a posteriori que frente ao clube do regime devia jogar Quaresma, só porque o Nº7 entrou bem no jogo e Tello esgotou-se no primeiro sprint; que devia jogar Evandro, porque esteve bem no jogo com os ucranianos e Herrera não esteve feliz; ou que parceiro de Martins Indi devia ser Maicon e não Marcano, é como dizia grande capitão João Pinto, fazer prognósticos no final do jogo e não é uma análise correcta.
 
Dito isto, se algo tenho a criticar a Lopetegui  foi o discurso no final do jogo e apenas na parte do pedido de desculpas aos adeptos. Não vou dizer que as desculpas não se pedem evitam-se, digo que não está na nossa cultura, nem é a marca do Dragão, pedidos de desculpa. Aquilo que eu e digo eu, porque não tenho o direito nem procuração para falar em nome dos adeptos do F.C.Porto, quero é que o treinador diga convictamente e cumpra, que erros como os que cometemos anteontem e temos cometido quase em todos os jogos, não voltam a acontecer, mas não voltam mesmo. Não foi por acaso que na antevisão do F.C.Porto-S.L.Benfica, disse: "Esse Porto tem de estar concentrado para não cometer erros primários e que podem causar dano".Também não é por acaso que tenho falado quase sempre em concentração. Não, é porque mesmo em jogos fáceis há sempre um ou dois erros grosseiros. E se contra equipas mais fracas isso raramente traz problemas, frente a equipas mais fortes paga-se caro, como pagamos nas duas derrotas que temos esta época. O que não tem remédio, remediado está, o que quero é que essa crença, "acredito que vamos ser campeões", não seja uma mera frase de circuntância, retórica, seja a convicção de todo o grupo de trabalho, já no próximo jogo tenha efeitos práticos e frente ao Vitória F.C. vejamos essa vontade e determinação. Porque, embora 6 pontos sejam muitos pontos e não dependamos apenas de nós,  num campeonato desnivelado e onde o líder quando tem dificuldades acontece sempre qualquer coisa, acho bem que não atire a toalha, não desista. Foi com essa crença que aconteceu o histórico e memorável 90+2 de Kelvin. Como disse no início do post, a vida de treinador do F.C.Porto não é fácil, mas há aqueles que têm estôfo, aguentam a pressão e resistem e os que se arrastam derrotados ou abandonam o barco.
Lopetegui não é dos que desistem nem dos que se arrastam derrotados

Notas soltas:
No panfleto da queimada, o Azevedo diz que o Benfica jogou no Dragão como o F.C.Porto jogava na Luz na década de 90 do Século passado. Tem piada, nessa altura foram raros os jogos que não vi ao vivo e não me lembro de nenhum jogo em que o F.C.Porto fosse tão pequeno na freguesia de Benfica, como o Benfica foi no domingo no Dragão - Artur Jorge, Carlos Alberto Silva, Robson, António Oliveira, Fernando Santos, jogaram no estádio do Benfica, como o Jesus jogou domingo no Dragão?
Jornalismo sem base de sustentação, não resiste até a um observador menos atento...

Quando as coisas não correm bem ao F.C.Porto, a Renascença vai ouvir quem? Pois, esse lacrau ressabiado, cuspidor no prato que lhe encheu a barriga, chamado Octávio Machado. Dali sai sempre a mesma porcaria, conversa requentada  eestragada, mas eles insistem, insistem, insistem, parece que não há mais ninguém para falar do F.C.Porto. Uma nojeira!

PS - Amanhã tentarei dar uma de treinador de bancada e falar sobre algumas coisas que acho precisam ser melhoradas.


Não brinquem com a minha inteligência


Não é fácil, depois de um jogo e um resultado que deixa marcas e custa a ultrapassar, ser frio, racional, objectivo. Mas como não sou um portista de vitórias, nunca me escondo, nem procuro desculpas fáceis e sei ver quando se joga bem, mal, assim assim, quando perdemos porque adversário foi superior, porque é superior ou não sendo, foi melhor, vamos a isso. Banho táctico, estratégia perfeita, experiência, cinismo, aula ao F.C.Porto, etc. que li e ouvi por aí, deram uma imagem que não corresponde ao que vi ontem no Dragão. Tantos elogios e tanto exagero! Não brinquem com a minha inteligência. Vamos lá a ver: a única equipa que entrou para ganhar e mostrou vontade de ganhar, foi o F.C.Porto, que sem fazer um grande jogo, foi melhor. Mas, como não só desperdiçou várias e claras oportunidades de golo, como fez pior, ofereceu dois golos em dois erros grosseiros e que não se admitem nem nos escalões de formação, perdeu. Foi apenas isso que fez a diferença. O que fez o Benfica para além de aguentar o zero, até ao meio ataque e lançamento de linha lateral que lhe deu vantagem? Nada. Rigorosamente nada! Ou melhor, todos atrás da linha da bola, mais preocupados em defender que atacar, nunca criaram perigo e nem se pode dizer que estavam coesos a defender, pelo contrário. Durante esse período o F.C.Porto estava por cima, teve duas ou três oportunidades claras de golo. Dizer que ao intervalo o resultado era justo e como ouvi, premiava o cinismo do Benfica, é o cúmulo da desfaçatez. Depois, que fez o Benfica para aumentar a vantagem? Nada. Rigorosamente, nada! Nem um simples ameaço. Portanto e sejamos sérios: em termos comparativos, se no clássico frente ao Sporting, mesmo sem a fanfarronice do banho de bola e afins - o F.C.Porto também ofereceu dois golos e falhou um penalty que podia ter dado o empate e virado os acontecimentos -, a equipa de Alvalade fez um bom jogo, jogou no campo todo, atacou, procurou a vitória e não tive pejo em o reconhecer no post do jogo o mérito dos calimeros, ontem não se viu nada disso na exibição do clube do regime. O Benfica só queria empatar, montou um estratégia para não perder, fez muito pouco para ganhar, nada para uma vantagem de dois golos. OK e é indiscutível, teve o mérito de aproveitar os erros defensivos do F.C.Porto e depois beneficiou da falta eficácia, nalguns casos, pura incompetência, da equipa de Lopetegui na altura de finalizar. E quem marca e não sofre, ganha. Mas foi só isso. Agora já sabemos como é, com o clube da Luz fora das provas europeias, aproveita-se para extrapolar o que o Benfica fez de positivo, diminuir e espezinhar a exibição do F.C.Porto. Ponto final.


Notas:
Quem não acreditar, OK, está no seu direito, mas como eu enquanto for possível acredito sempre... poupem-me a essa conversa.

E eu a pensar que o problema tinha a ver com as mudanças no blog, mas afinal não era nada disso, apenas estavam à espera da oportunidade para soltar e mostrar o portista e o Dragão que há dentro deles.

Tinha a televisão ligada enquanto almoçava, ouvi uma parte do Trio d' Ataque no Jornal da Tarde, ia vomitando tudo. Tantas loas a um treinador que na Champions apenas venceu um jogo... nem a vermelhada se atreve a tanto. Como dizem os espanhóis, não acredito em bruxas e bruxos, mas que as e os há, há.

Champions League, sorteio dos oitavos-de-final:

Dentro das possibilidades que existiam, sorteio teoricamente favorável. Mas como disse em posts anteriores, já fomos eliminados quando éramos favoritos e eliminamos favoritos. Os jogos só são em 18 de Fevereiro na Suiça e 10 de Março no Porto e até lá muita coisa ainda vai acontecer...

F.C.Porto 0 - S.L.Benfica 2. Fomos uns grandes aselhas!


Nesta longa caminhada de muitas décadas a acompanhar o F.C.Porto, vi algumas derrotas nas Antas e já no Dragão, frente ao Benfica, mas não me lembro de ver um jogo em que o clube do regime fizesse tão pouco para ganhar um jogo, como na noite de hoje. Três ataques podiam ter dado três golos, deram dois, ambos oferecidos. O primeiro que não se admite nos iniciados, nasceu de um lançamento de linha lateral, lance mais que conhecido na equipa de Jesus; o segundo, com Fabiano a defender para a frente, inadmissível a um guarda-redes de uma equipa como o F.C.Porto. Se atrás foi assim, que dizer da falta de eficácia no ataque? Cinco oportunidades claras, algumas em que era mais difícil falhar que marcar, não foram concretizadas. E se juntarmos a isso, alguns jogadores portistas de quem se esperava muito e passaram ao lado do jogo, temos, de uma forma resumida, o que esteve na origem desta derrota comprometedora do F.C.Porto. Fomos uns grandes aselhas! E até entramos a prometer muito...

Danilo soltou em Tello, o espanhol arrancou, passou por André Almeida, foi derrubado já perto da área, livre perigoso, cartão para o defesa do Benfica. Não se podia pedir melhor entrada ao conjunto de Lopetegui. E mesmo se depois essa entrada fulgurante não se confirmou, o F.C.Porto não sendo brilhante, foi superior, era a melhor equipa, a única que criava perigo, era na baliza de Júlio César que se esperava o primeiro golo. Só que, como disse, quem desperdiça golos e depois os oferece, sujeita-se e foi isso que aconteceu. Claramente contra a corrente do jogo, sem ter feito nada para isso, num lance inofensivo, o Benfica marcou, o F.C.Porto enervou-se, nunca mais se aproximou na qualidade que tinha demonstrado até ao 0-1. Veio o intervalo e se um empate já penalizava a equipa de azul e branco, a desvantagem era uma grande injustiça.

Para a segunda-parte o F.C.Porto entrou com a mesma equipa e se não entrou tão forte como na primeira, também estava por cima, quando na primeira vez que o Benfica atacou, marcou. A partir daí, Lopetegui mexeu, tirou Tello que após o lance já relatado, desapareceu completamente do jogo e Herrera, outro que não correspondeu, meteu Quaresma e Quintero - mais tarde sairia Alex Sandro e entraria Aboubakar - e sem muita clarividência, mas sem baixar os braços e sempre com vontade, os portistas criaram várias chances para diminuir a desvantagem, entrar no jogo. Não conseguiram e o jogo acabou com uma derrota amarga, que deixa um rasto de desilusão e o F.C.Porto com um atraso de difícil recuperação. E não há muito mais para dizer... talvez que apenas Danilo, Marcano e Indi, apesar do primeiro golo e Quaresma que entrou bem, estiveram ao nível que se exigia.

Nota final:
As coisas não estão fáceis, é o segundo clássico que perdemos, estas derrotas custam a digerir, mas eu não desisto. Portanto... nem preciso de dizer mais nada...

F.C.Porto - S.L.Benfica. Para que o Natal seja azul e branco, FORÇA F.C.PORTO!


Chegou o clássico, o jogo mais aguardado, aquele que em caso de vitória portista dará a liderança ao conjunto de Julen Lopetegui. E este não é apenas um jogo, é o jogo - e o treinador do F.C.Porto sabe que mesmo valendo os mesmos pontos, uma vitória frente ao Benfica significa muito mais que isso... Mas se é o jogo e como tal, nem preciso de dizer porque lhes queremos ganhar, para conseguirmos os três pontos e chegar à liderança, não pode ser um Porto qualquer o que amanhã subira ao relvado do Dragão. Não, tem de ser o melhor Porto, um Porto das grandes ocasiões. Esse Porto tem de estar concentrado para não cometer erros primários e que podem causar dano; tem de estar unido, coeso, solidário, um por todos, todos pela equipa; tem de ser um Porto matreiro, inteligente, pronto para contrariar uma equipa que tendo 3 pontos de avanço está tranquila, pode jogar na expectativa, não correr riscos desnecessários, uma equipa para quem uma vitória seria fantástico, um empate um bom resultado, uma derrota será um abalo, não um drama - mas se Jesus sabe que uma derrota não é um drama, sabe também que a sua margem de manobra, depois de ficar fora das competições europeias, baixará muito. O F.C.Porto, mais pressionado e porque só a vitória será motivo para festejos, sabe que terá de correr mais riscos, mas sabe também, que a sorte protege os audazes e foi ousando que os Dragões atingiram o patamar de excelência onde se encontram. Sabe ainda que uma vitória lhe dá a liderança do campeonato e por consequência uma moral e uma confiança que pode ser fundamental para o futuro. À equipa pede-se atitude, equilíbrio, tranquilidade, serenidade e uma exibição de qualidade; ao público, apoio, muito apoio, em particular nos momentos difíceis. Temos 90 minutos para ganhar o jogo, não vale a pena começar logo no início a ferver em pouca água, a passar para o campo o nervosismo das bancadas.
Para que o Natal seja azul e branco, FORÇA F.C.PORTO!

Nota:
A este nível os treinadores sabem tudo sobre as equipas e jogadores adversários, se houver alterações tácticas ou estratégias diferentes, rapidamente farão os ajustamentos necessários para corrigir o que for preciso. Se até os treinadores de bancada acham que Jesus vai pressionar alto, logo na primeira fase de construção e tentar bloquear as subidas dos laterais, Lopetegui também sabe, já deve ter alertado os seus jogadores que se for assim, têm de jogar mais longo, ganhar as segundas bolas, privilegiar o jogo interior...

Sobre o árbitro Jorge Sousa já disse tudo, espero que os auxiliares, Álvaro Mesquita e Nuno Manso, estejam atentos.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano e Andrés Fernández;
Defesas, Danilo, Ricardo Pereira, Maicon, Diego Reyes, Martins Indi, Alex Sandro e Marcano;
Médios, Evandro, Herrera, Óliver, Brahimi e Casemiro;
Avançados, Quaresma, Tello, Jackson, Aboubakar, Quintero e Adrián.

Equipa provável:
Fabiano, Danilo, Martins Indi, Marcano e Alex Sandro, Casemiro, Herrera e Óliver, Brahimi, Jackson e Tello. 

Antevisão de Lopetegui:
«É um clássico de paixão e intensidade e encaramo-lo com normalidade, depois de uma semana de jogo para a Champions. Será um jogo de paixão e intensidade, como são sempre os jogos entre Porto e Benfica, um clássico de nível mundial, com muita história».

«Espero um duelo de grande repercussão. É importante vencer o Benfica. Vale três pontos, como todos os jogos, mas claro que é importante ganhar este jogo. Para nós e para eles». 

«Os jogos ganham-se através de um coletivo forte, que depois podem ser decididos pelas individualidades. Queremos ser uma equipa forte, sem grandes surpresas. Vamos encontrar um rival que nos vai obrigar a dar o melhor para vencer. Queremos a vitória perante os nossos adeptos»
 
«Queremos que seja uma festa e um dia fantástico para o futebol, em paz. Não tenho dúvidas de que vai ser assim, temos adeptos magníficos com comportamento exemplar»
 «Este é daqueles jogos que todos querem vencer. A vitória é tão importante para um lado como para o outro».

«Decisivo? Ainda falta muito campeonato. Nada será ganho ou perdido nesta partida, mas queremos muito vencê-la»,

«Não vamos gastar energias com contas que só se farão mais para a frente. Queremos ganhar, é muito importante essa vitória, mas são três pontos e um título conquista-se pela soma de vários pontos».

«Foi uma semana com normalidade, mas na qual sentimos a intensidade que merece um jogo como o de amanhã. Sei o que está em jogo, é um clássico dos grandes que envolve muita paixão e emoção. Para nos é sempre importante ganhar pontos, como é evidente, ainda mais com a repercussão deste tipo de jogos. O rival vai obrigar-nos a dar o nosso melhor frente aos nossos adeptos»

«Estudámos o rival, como ataca, como defende, faz quase tudo bem. São só três pontos em jogo, mas a repercussão do jogo é sempre maior. É evidente que a vitória dá para chegar mais à frente, mas o título está ainda muito longe. Convivemos com pressão diariamente, mas esperemos que esta nos empurre com ambição e emoção. Estamos focalizados a cem por cento em vencer este jogo. É uma oportunidade sensacional para que os meus rapazes mostrem todo o seu potencial. Não analiso o que se vai passar depois, não perdemos mais energias em nada mais»

«O Benfica é uma equipa de grande qualidade, que me agrada muito, tem um muito bom treinador e muito bons jogadores. O Benfica faz muito bem quase tudo»

«Ainda não falei com Jorge Jesus, não o conheço pessoalmente, mas tenho a melhor impressão possível dele como treinador. Está há muitos anos no clube, isso é importante. Estão criadas muitas dinâmicas, muitos automatismos. Tem feito um trabalho excelente no Benfica. Admiro muito o trabalho que está a fazer e acho que é um treinador excelente».

PS - Se o Barcelona está impedido de contratar jogadores até Janeiro de  2016, como pode pensar em Danilo para substituir Daniel Alves, no Verão de 2015?


Jorge Sousa o árbitro do F.C.Porto-S.L.Benfica


José Leirós e Pedro Henriques, dois dos três comentadores de arbitragem do jornal O Jogo, ao conhecerem a nomeação, mais coisa menos coisa, disseram:"É um excelente árbitro, é experiente, está em boa forma, foi uma nomeação correcta". OK, oxalá que sim. Aquilo que todos desejam é que o árbitro faça uma boa arbitragem, não tenha qualquer influência no resultado, no final do jogo nenhuma das equipas tenha razões de queixa. Mas eu não gosto de ver Jorge Sousa arbitrar o F.C.Porto, muito menos frente ao clube do regime. Porquê? Porque acho e de há uns anos a esta parte, o juíz de Paredes, filiado na Associação Futebol do Porto, para além de ser o árbitro fetiche do Benfica, está condicionado em relação aos Dragões, na dúvida prejudica os portistas. Explico:
Recorrendo à velha táctica nazi e de Joseph Goebbels, uma mentira muitas vezes repetida, passa a ser verdade, tudo aconteceu há uns anos atrás, época 2009/2010, mais propriamente após a final da Taça da Liga que o Benfica conquistou ao derrotar o F.C.Porto por 3-0, num jogo em que Jorge Sousa foi o árbitro. Com o resultado mais que feito, o juíz de campo foi condescendente com dois jogadores do F.C.Porto, Raúl Meireles e Bruno Alves, perdoou-lhes  a expulsão. A partir daí a propaganda do clube do regime começou a dizer que Jorge Sousa era portista e foi mais longe, tinha pertencido aos Super-Dragões. Duplamente mentira, mas que tem dado jeito. Jorge Sousa tornou-se o árbitro preferido do Benfica para os clássicos, nessa mesma época foi o árbitro do último jogo do campeonato, Benfica versus Rio Ave e quando o título ainda estava em discussão. Nesse encontro decisivo, o Rio Ave a ficou reduzido a 10 jogadores logo aos 10 minutos de jogo e numa expulsão absolutamente inacreditável de Wires, vermelho directo - ver foto do lado esquerdo, onde se vê nitidamente os dois jogadores de pé alto, ver também vídeo, minuto 10:45.
Mas se para o clube da Luz, Sousa é muito "criterioso", já o F.C.Porto com este cavalheiro a arbitrar, por exemplo, no ano seguinte e em Alvalade, foi claramente prejudicado, o que me levou na altura a dizer em post: Fomos assaltados e o assaltante elogiado.
Concluindo: não queremos favores, mas também não queremos um árbitro que na dúvida hesite, tenda a prejudicar o F.C.Porto.


Nota pessoal.
Meus amigos, só queria que vissem o estado em que estou: olhos inchados, nariz sempre a debitar, dores de cabeça, arrepios de frio, febre... Gripe?! Mas qual gripe? Emoção, tanta que estou farto de chorar e como já não tenho mais lágrimas, sufoco, dói-me a cabeça, dói-me tudo...
- Mas porquê, ó Vila Pouca?
- Porquê? Porquê? Por causa de uma crónica de um jogo e cujo título reza assim:"Leão, não estejas triste vais continuar a crescer"
Não acham uma delícia, uma ternura... Ai,ai, aaaaaaaaaiiiiiii!, já estou a fungar outra vez...

Porque tenho memória, não esqueço nem perdoo
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O orgulho e a tragédia

Ou, ainda bem que o ridículo não mata nem paga imposto

Não estávamos à espera da bacoquice panfletária, made in Travessa da Queimada, género, "F.C.Porto devolve orgulho português", até porque dispensamos bem muitos elogios vindos daquelas latitudes e nem eles iriam adjectivar as prestações dos clubes da capital que participaram na Champions, em particular o clube do regime, de tragédia, mas tantas loas aos perdedores... são tão patéticas e tão ridículas que só podem ter origem no frio que lhes congelou os poucos neurónios que ainda não deram tilt.
Um, fez 5 pontinhos, saiu pela porta do cavalo, nem à Liga Europa vai, mas, extraordinário feito, foi a única equipa que ganhou ao Mónaco. Bravo!
- Mas, espera aí, desde da final perdida na época passada, esta época não era para haver uma aposta a sério das competições europeias e na prova rainha da UEFA?
O outro, calimero e chorão até dizer basta, fala em injustiça não ter continuado na Champions, atira-se aos árbitros, à falta de sorte e a tudo que mexe.
- Mas, espera aí, o Sporting não entrou para a última jornada a depender apenas de si e apenas de um empate, para seguir para os oitavos?
- Chui!, pouco barulho, isso não convém dizer... Nem convém dizer que os alemães conseguiram empatar na casa do Chelsea...
Quanto ao melhor clube português, esteve bem, estamos contentes, mas já encaramos estas coisas com alguma naturalidade. E como já são conhecidos os possíveis adversários: Manchester City - ui, ui, ui! -, Arsenal - ui, ui, ui! -, PSG - ui, ui! -, Juventus - ui! -, Bayer Leverkusen - pode ser -, Schalke - pode ser -, Basileia - pode ser. Embora, a nossa longa experiência de Catedráticos da Champions, nos leve a concluir que tudo isto é teórico, já eliminámos o Manchester United e não éramos favoritos, já fomos eliminados pelo Málaga e éramos superiores. Portanto... esperemos por segunda-feira para saber e lá para Fevereiro ou Março, começamos a pensar nisso a sério.

Entretanto, ontem houve sorteio da Taça SLB - Senhor Lucílio Baptista - e pasme-se, ninguém ficou escandalizado com a falta de verdade desportiva. Sim, porque se me conseguirem explicar como essa verdade é garantida num grupo de 5 clubes, em que só há uma volta e na última jornada folga uma equipa, talvez eu comece a acreditar e a levar mais a sério a dita cuja e comece a tratá-la por Taça da Liga.

Grupo D
1.ª jornada (28, 29 e 30 de Dezembro)
Rio Ave - FC Porto
União - SC Braga

2.ª jornada (14 e 15 de Janeiro de 2015)
FC Porto - União
SC Braga - Académica

3.ª jornada (21 e 22 de Janeiro)
SC Braga - FC Porto
Académica - Rio Ave

4.ª jornada (28 e 29 de Janeiro)
FC Porto - Académica
União - Rio Ave

5.ª jornada (4 e 5 de Fevereiro)
Rio Ave - SC Braga
Académica - União

Meias-finais (11 e 12 de Fevereiro)
Vencedor do Grupo B - Vencedor do Grupo D
Vencedor do Grupo A - Vencedor do Grupo C

Final (25 de Abril em Coimbra) 

F.C.Porto 1 - F.C.Shakhtar Donetsk 1. Sozinhos na Champions


Como tinha dito no post de antevisão, Champions é sempre Champions e mesmo quando já está tudo decidido há sempre coisas importantes em discussão nestes jogos.
Sem Fabiano, Danilo, Casemiro e Brahimi, habitualmente titulares e que nem sequer foram convocados; a que se juntaram Martins Indie e Óliver - o primeiro entrou quando da lesão de Rúben, 41º minuto e o segundo entraria já o jogo caminhava para o fim, minuto 70 -, Herrera, Tello e Jackson, isto é, com uma equipa composta por jogadores pouco utilizados, o F.C.Porto fez um jogo sério e dentro das limitações, competente e depois de estar em desvantagem, que era injusta, nunca desistiu de procurar chegar à igualdade. E conseguiu, colocando justiça no marcador, dando uma imagem positiva, contra a uma boa equipa, recheada de bons executantes e que sai muito bem e é muito perigosa nas transições ofensivas. Não foi um jogo disputado em ritmo alto, nem um grande espectáculo, mas também não foi um daqueles jogos  que dão sono, fazem-nos arrepender de ir ao estádio.

A primeira-parte foi equilibrada, pouco espaço para jogar, poucas oportunidades, o nulo era o resultado correcto. Faltou ao conjunto de Lopetegui um Quintero inspirado, capaz de dar sequência ao bom trabalho da dupla Rúben /Evandro, faltou na frente quem acompanhasse o bom jogo de Aboubakar. Quaresma ainda fez coisas positivas, Adrián perdeu uma boa chance de mostrar serviço.

A segunda-parte começou muito parecida com a primeira, mas como o Shakhtar marcou cedo, aos 5 minutos - não se pode sofrer golos de canto e com o jogador que cabeceou sem grande oposição - o jogo animou, partiu-se: de um lado o F.C.Porto a ter mais bola, no entanto pouco esclarecido, sem encontrar as melhores soluções para chegar com perigo e marcar, do outro os ucranianos a saírem sempre com critério, principalmente por Bernard, uma seta apontada à baliza de Andrés Fernández. Vendo que era preciso agitar, Lopetegui tirou Adrián e meteu Kelvin, muito saudado, mas pouco consequente, as melhorias não se notaram; o técnico portista voltou a mexer, tirou um Quintero que não esteve particularmente feliz, fez entrar Óliver e aí as melhorias foram notórias. O F.C.Porto chegou com mais qualidade à área adversária, podia ter empatado por Indi, numa cabeçada à barra, mas viria a marcar, num grande golo de Aboubakar e fez-se justiça no Dragão.

Notas finais:
Fizemos uma excelente fase de grupos, estamos sozinhos na Champions - Sporting na Liga Europa, Benfica nem isso. Cumprimos o primeiro objectivo, ganhamos dinheiro, prestígio, conseguimos a qualificação e o primeiro lugar do grupo H, com toda a naturalidade e mérito.

Tivemos um Ricardo que é um exemplo de profissionalismo, de entrega, um jogador fiável, quer quando joga no lado direito ou esquerdo da defesa, quer nas duas laterais do ataque. É o tipo de jogador que qualquer treinador gosta, quando oiço a falar-se na sua dispensa até me arrepio.
Idem para Evandro, que só surpreendeu quem não o conhece. O ex-Estoril sabe jogar, sabe passar, sabe pressionar, ocupa bem os espaços, chega-se com propósito à frente, mostrou que Lopetegui pode contar com ele. Depois de ser uma espécie de 12º jogador, desapareceu, hoje mostrou que tem de voltar a ter mais oportunidades.
Aboubakar, não foi só pelo golo que brilhou. Não, o internacional dos Camarões, é um excelente ponta-de-lança, apenas tem contra  ele um Jackson que não tem dado hipóteses. Mas Abou, sabe receber, sabe segurar, sabe tabelar, remata bem, vai bem para os espaços, é um avançado como há poucos no campeonato português.
Rúben, depois de um período de apagamento, voltou muito bem em Coimbra, estava muito bem hoje, quando se lesionou. Não parece ser tão grave como se chegou a suspeitar, o que é uma boa notícia para ele e para o F.C.Porto.
Força, Rúben!

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