terça-feira, 21 de Outubro de 2014

F.C.Porto 2 - Athletic Bilbao 1. Grande vitória em San Mamés


É muito difícil a uma equipa que vem de uma derrota que deixou marcas, está intranquila e pouco confiante, precisa de apoio, jogar diante de um público hostil que não perdoa e não tolera o mínimo erro. Um público que tem comportamentos que fazem lembrar os piores tempos das Antas, nos tempos de secura, de uma longa travessia do deserto. Se a isso juntarmos o facto de termos um estádio com muitos milhares de adeptos do Athletic, muito acima dos 5%, 2500 que o F.C.Porto era obrigado a ceder aos espanhóis - como foi possível? -, hoje foi como se os dragões estivessem a jogar em San Mamés. Ganhar nestas circunstâncias, foi muito bom e significou um grande passo para atingir os oitavos-de-final.
O que se passou quando Lopetegui substituiu Quintero com problemas físicos e claramente em perda de rendimento, fica marcado na minha memória como uma das notas mais tristes que assisti a ver um jogo do F.C.Porto em casa e eu vi muita coisa. Só faltou rasgar cartões, para recuar à década de Sessenta do Século passado.

Na primeira-parte, o F.C.Porto entrou bem, dinâmico, não inventou atrás, teve organização e qualidade no meio-campo, largura e profundidade nas alas, conseguiu belas jogadas, apenas não concretizou. Faltou um Jackson mais inspirado, mais gente a aparecer na zona de finalização e mais objectividade na hora de rematar à baliza, para dar sequência, a várias jogadas, em particular de um Tello inspirado a desequilibrar e a assistir. Quando o golo apareceu, mesmo em cima do minuto 45, não se fez toda a justiça, pelo que jogou, merecia bem mais a equipa de Lopetegui.

Mesmo se a vantagem não era grande, era sempre vantagem e como tinha acontecido em cima do intervalo, esperava-se que o F.C.Porto entrasse para a etapa complementar moralizado, mais confiante, capaz de manter as virtudes do primeiro-tempo e corrigir os defeitos: isto é, fosse mais eficaz na hora de finalizar. Mas não foi assim. Foi um Porto complicativo, nervoso, incapaz de ter bola, circulá-la, fazer o que tinha feito em grande parte dos primeiros 45 minutos, aquele que regressou dos balneários.
Começaram os passes errados em zonas de risco, dificuldades em sair de trás, incapacidade em ter bola, os bascos arrebitaram, o Dragão começou a ferver, vieram os assobios, a intraquilidade instalou-se, disso se aproveitou o Athletic para empatar - beneficiando de mais um perda de bola no meio-campo e de três jogadores portistas permitirem que sozinho Guillermo Fernández empatasse. Bem depois, é que foram elas. Com o empate e saída já explicada de Quintero, a casa quase vinha abaixo, o conjunto azul e branco começou a jogar sobre brasas, a não acertar, parecia perdido. Até que entrou Quaresma para o lugar de Casemiro. Com a entrada do bem-amado e a saída do mal-amado, as coisas melhoraram, Quaresma colocou o F.C.Porto em vantagem e apesar de ainda ter sofrido um susto e deperdiçado mais algumas oportunidades, chegou o final da partida com a vitória justíssima do F.C.Porto.

Resumindo:
É muito difícil a uma equipa que precisa de crescer e crescerá mais rapidamente se adquirir confiança que vem com as vitórais e as boas exibições, jogar num Estádio que ao mínimo erro a desanca. Um público que não se empolga nos bons momentos e houve muitos em particular na primeira-parte, mas perde completamente as estribeiras para as coisas erradas.
Enfim, melhores dias virão...

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

F.C.Porto - Athletic Bilbao. O jogo ideal para recuperar o crédito e a confiança


Porque é para a Champions, porque é frente a um histórico do futebol espanhol, porque vem após uma derrota que custou a digerir, o F.C.Porto - Athletic Bilbao é o jogo ideal para recuperar o crédito e a confiança. Mas para isso é preciso, mais que tudo, ganhar. Se puder ser com uma boa exibição, óptimo. Mas se não puder, paciência... ficar com os três pontos é o que verdadeiramente importa. Vencer a equipa basca, para além de tudo, significa dar um passo muito grande, colocar um pé nos oitavos-de-final, primeiro objectivo que temos na prova rainha da UEFA.

Eu sou do tempo em que no F.C.Porto quando se perdia um jogo, quanto mais depressa viesse o próximo melhor. A razão explica-se facilmente e é simples: depois de uma derrota, ganhar o jogo seguinte é sempre o melhor, o único remédio para ultrapassar um mau resultado. Portanto, amanhã veremos se esse espírito ainda tem raízes no Dragão. Se esta malta consegue canalizar as azias provocadas por uma eliminação prematura de uma prova que queríamos ganhar, para derrotar um adversário que apesar de estar a fazer um mau campeonato espanhol, tem valor e vem apostado em surpreender - nada melhor para o Athletic se  começar a reabilitar que um resultado positivo na casa do F.C.Porto, líder do Grupo H. É também uma oportunidade para mostrar se este Porto caiu, mas é capaz de rapidamente se levantar, ou fica no chão a carpir mágoas.

- Vamos lá pessoal, não vale a pena chorar sobre o leite derramado, olhem para a frente, olhem para o Athletic. Vocês são bons, têm qualidade, capacidade para fazer bem o vosso trabalho. Mostrem carácter, de que massa são feitos, dêem uma resposta às aves de mau agoiro e aos portistas de pouca fé.

- Vamos lá Mister, já falhamos o tínhamos a falhar, agora para a frente é que é o caminho. No futebol o bestial está muito perto da besta, tudo muda muito rapidamente. Neste momentos eles riem, fazem a festa, mas estamos em Outubro e apesar de parecer Verão, ainda muita água passará por baixo das pontes. Veremos quem rirá em Maio.

- Mister, treinar o F.C.Porto não é fácil, pelo contrário, como já deve ter percebido, mas é um grande desafio. Um desafio daqueles que vale a pena enfrentar. É uma experiência marcante, rica e quem sai da Universidade do Dragão com nota alta está preparado para tudo... Como tese, gosto de treinadores com  personalidade, que se acreditam no seu trabalho e nos seus métodos, não desistem à primeira contrariedade. Mas não gosto de treinadores teimosos que só desistem quando batem contra a parede.

Mística:
É a palavra que está na moda nos portistas. Toda a gente fala de mística. Alguns dos ex-profissionais do F.C.Porto que falam de mística, deviam estar caladinhos, falta-lhes legitimidade.
- O que a mística, Jaime Magalhães?

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano e Andrés Fernández;
Defesas, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro e Marcano;
Médios, Rúben, Herrera, Óliver, Evandro, Brahimi e Casemiro;
Avançados, Quaresma, Ricardo Pereira, Tello, Jackson, Aboubakar, Quintero e Adrián.

Equipa provável:
Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi e Alex Sandro, Casemiro e Herrera, Óliver, Tello, Jackson e Brahimi.

Dossier de imprensa da UEFA. Está lá tudo sobre as duas equipas, confrontos, árbitros, delegados, etc.



Antevisão de Julen Lopetegui:
«O Athletic Bilbao é, sem qualquer dúvida, a equipa mais forte e mais completa que vamos defrontar este ano. A classificação na La Liga não reflete a qualidade dos jogadores e do treinador, que conheço muito bem. É um clube especial, que merece o meu respeito pela maneira particular que têm de viver o futebol»

«Ter um encontro desta importância logo após esta derrota é muito bom, porque queremos apagar a má memória do último duelo. É um jogo de grande relevância para nós. Temos sofrido golos em situações de maior demérito nosso do que mérito dos adversários e são erros que temos de melhorar. Como? Sendo mais inteligentes e mais certos nas decisões».

«Não estou dependente de resultados, mas do trabalho que a equipa faz a cada jogo. Temos de olhar em frente, pensando nos nossos erros mas sabendo que também fizemos muitas coisas bem. Há o costume de fazer contas muito rapidamente mas no final é que se devem fazer. Para mim, para nós e até para o Ath. Bilbao».

«Não. Não estou concentrado em fazer rotatividade, mas sim em encontrar a equipa certa para cada jogo. Não quero falar no passado. Se fico a olhar para trás ainda caio.  Virámos a página e só queremos olhar para a frente. Ficámos tristes por sair da Taça de Portugal, mas o jogo de amanhã exige que nos concentremos nele».

«Num jogo de Champions League precisas sempre de ganhar. Queremos fazer um bom jogo e continuar a somar pontos num grupo que vai ser muito equilibrado».

 «Jogar contra o Athletic é especial. Sou, desde pequeno, adepto da Real Sociedad, mas sou um grande admirador do Athletic Bilbao, da sua história e da sua grandeza»

Antevisão de Jackson:
«O Ath. Bilbao merece todo o nosso respeito e não os podemos subestimar. Vai ser difícil mas estamos preparados»

«Se estivéssemos a ganhar, ninguém questionava a rotatividade que o treinador está a fazer. Neste clube todos os jogadores estão preparados para serem titulares, infelizmente os resultados não estão a ser os desejados»


«A derrota com o Sporting foi muito dolorosa mas já nada podemos fazer para alterar o resultado. Esperamos retomar o trilho das vitórias com o Ath. Bilbao, até porque queremos dar sequência aos dois bons resultados que conseguimos nas duas jornadas iniciais da Champions». 

« Todos erram penáltis. Senti a tristeza por não conseguir concretizar, mas já pensei o que tinha a pensar em relação a isso e agora há que me concentrar no jogo com o Ath. Bilbao»

domingo, 19 de Outubro de 2014

A mística e a cultura Porto


Nestes momentos, momentos de grande desilusão, vem sempre à baila um tema que já é recorrente: não há referências, não há mística, não há cultura Porto. Para mim, a questão não tem a ver apenas porque agora e ao contrário do passado, não temos jogadores portugueses e alguns com origem na formação do F.C.Porto. Não, a mística e a cultura Porto e que significa(va) capacidade de luta, de combate, de transcendência e um espírito guerreiro que motivava, começava mais acima e vai muito para além disso. No passado o F.C.Porto não levava desaforo para casa, não tinha este perfil discreto, reagia, tinha voz, mobilizava. Agora o que vemos? Já disse, mas repito, a voz do F.C.Porto é quase só a voz do treinador. Se os treinadores têm um discurso como tinha André Villas-Boas que falava em cadeira de sonho, ficar no F.C.Porto muitos anos e isso puxava pelo portismo fora e dentro do campo - depois pisou em cima de tudo, pirou-se, defraudando as expectativas de tantos que já o consideravam como um dos nossos na teoria e na prática. Curiosamente, passado pouco tempo foi recebido como um herói no Coliseu, na Gala dos Dragões de Ouro, com direito a discurso, tudo perante um Vítor Pereira na altura muito contestado. Nos tempos da mística e da tal cultura Porto, uma coisa assim era possível? -, se não têm, é pior e até Jesualdo que verbaliza bem, se viu aflito para lutar contra os profissionais da intriga e da maledicência . Veja-se o que aconteceu com Lopetegui: cheio de razão e sem nunca pisar o risco, criticou Paulo Baptista. O que aconteceu a seguir? Os vendilhões do templo caíram-lhe em cima e quem rapidamente saiu em sua defesa? Ninguém. Portanto, esta questão da mística e afins, não se esgota apenas na falta de jogadores portugueses, na falta de jogadores da formação na equipa principal, na falta de referências no balneário, na falta de conhecimento do que é o F.C.Porto e o futebol português por parte de Lopetegui e alguns jogadores. Falta também agressividade na comunicação, aquele discurso capaz de arrastar multidões, mobilizá-las para o combate que é muito difícil e desproporcionado, um discurso que faça sentir a quem está no F.C.Porto o que a casa gasta - tudo isto não tem nada a ver com possíveis respostas às provocações incendiárias do coisinho... O Porto demasiado sereno, calminho, manso, preocupa-me. Já se arrasta há muito tempo e não há maneira de mudar. Temos de recuperar a alma e com isso vem a mística e tudo o resto.

Notas finais:
Ontem perdemos porque não fomos competentes. Erramos muito, desde a forma como não jogamos e permitimos que o adversário jogasse - Nani esteve sempre à vontade para receber sem pressão, teve tempo para pensar e executar como quis e lhe apeteceu -, até a erros de principiante, pagamos caro por isso. Agora e não é nenhuma surpresa, temos de aguentar todas as euforias e extrapolações que tendem a hipervalorizar o vencedor e a menorizar o vencido - quando vencemos da mesma forma e já tantas vezes conseguimos, há sempre qualquer coisa a ensombrar os nossos sucessos, desculpas para não bater no perdedor. Desde há muitos anos que é assim. Por isso acredito que ontem foi o toque a rebate, temos capacidade para fazer muito mais, temos de fazer muito mais, temos de reagir. Mas na prática e não na teoria do discurso bacoco e cansativo, do temos de trabalhar mais, levantar a cabeça... Na próxima terça-feira é já uma boa ocasião para mostrar no campo que podemos cair, até, como aconteceu ontem, com estrondo, mas não ficamos prostados a carpir mágoas.
 
No meu blog mando eu e como mando não delego. Por isso aqui respeita-se o F.C.Porto, quem o dirige e quem o serve profissionalmente. É um caminho que nunca vai ser alterado. Quem não gostar, OK, tem todo o direito, não faltam espaços onde até podem insultar o presidente, os jogadorex e os treinadores. Vão para lá. É tão fácil dizer mal, destruir... aparecer nas festas a gritar amor pelo F.C.Porto...

Vamos discutir o F.C.Porto, tudo merece ser debatido, não podemos meter a cabeça na areia, não podemos ser seguidistas, dizer amém a tudo. OK, mas onde, só na Net? Ainda há poucos dias houve uma Assembleia Geral do F.C.Porto, clube, muito importante. Onde estavam os portistas preocupados? Em casa. Tirando meia dúzia de caras novas, estavam lá os mesmos de sempre. Repito, numa AG importantíssima. Por isso poupem-me às vossas reflexões ou vão reflectir para outro lado. O blog chama-se Dragão até à morte. Não sabem o que isso significa? Ao fim de sete anos e meio ainda não perceberam?

Registei para memória futura a festa de Augusto Inácio no jogo de ontem.

sábado, 18 de Outubro de 2014

F.C.Porto 1 - Sporting C.P. 3. Só podemos lamentar a nossa incompetência


Estamos fora da Taça de Portugal, em casa, sem nada a lamentar a não ser a nossa incompetência. Parabéns aos jogadores e treinador do Sporting pela vitória que acaba por ser justa. Na parte que diz respeito ao F.C.Porto importa dizer o seguinte: voltamos ao passado recente, tempos que julgávamos definitivamente afastados do Dragão, isto é, não contentes com as abébias que damos atrás, nem o mais básico, marcar um penalty, fazemos na frente. Em relação ao F.C.Porto importa dizer o mais qualquer coisa: as grandes equipas caem, mas logo se levantam e partem para outra. Terça-feira, frente ao Athletic de Bilbao e no importante jogo da Champions, ficaremos a saber as consequências deste desaire, deste valente murro no estômago no orgulho portista, ficaremos a saber de que massa são feitos estes profissionais do F.C.Porto.

Foi uma primeira-parte muito intensa, bem disputada, duas equipas a procurarem o ataque, de um lado um F.C.Porto a complicar, a oferecer dois golos e a falhar um soberana oportunidade que Ádrian desperdiçou  na cara de Rui Patrício. Do outro, um Sporting mais objectivo, mais pragmático, determinado, sereno e bem organizado, beneficiou de um auto-golo de Marcano para se colocar em vantagem - que não era justa na altura -, para  depois de Jackson ter empatado - colocando o marcador num resultado mais consentâneo com o que ambas as equipas tinham feito até aí -, ficar novamente injustamente por cima no marcador, desta feita beneficiando de um erro grosseiro da dupla Maicon/Casemiro - o primeiro podia ter matado a jogada mandando para a bancada, o segundo fazendo um passe despropositado e entregando o ouro ao bandido para Nani marcar - e chegar ao intervalo a vencer por 2-1, quando o empate seria mais correcto.

Para a segunda-parte, Lopetegui retirou Casemiro, claramente a acusar a paragem e Óliver escostado a uma ala sem espaço para jogar e ainda por cima a perder-se em rodriguinhos que não levam a lado nenhum e fez entrar Rúben Neves e Tello. O F.C.Porto entrou bem, beneficiou de uma grande-penalidade aos 6 minutos, uma soberana oportunidade para empatar. Mas Jackson falhou, a equipa acusou o toque, ainda obrigou Patrício a mais duas grandes defesas, mas foi perdendo clarividência, passou a jogar sob brasas, a fazer opções incorrectas na zona de finalização, a pensar mais com o coração que com a cabeça e disso se aproveitou o Sporting. Com o F.C.Porto sempre atrás do prejuízo, o conjunto treinado por Marco Silva, mais tranquilo, foi controlando, circulando e já na parte final, beneficiando dos espaços que a equipa de Lopetegui dava na tentativa desesperada de chegar ao empate, fez o 3-1 e acabou com o jogo.

Notas finais:
Nestes jogos é preciso pressionar, meter o pé, deixar a pele em campo. Quase todos os jogadores do Sporting fizeram isso. Do lado do F.C.Porto e no meio-campo, com excepção de Herrera, ninguém  pressionou, houve quem nunca marcou, os médios contrários tiveram todo o tempo do mundo para receberem, pensarem e executarem. Com a bola no pé, qualquer um joga, sem bola há alguns que podem jogar. Mas esse têm de ser os que resolvem, os que fazem a diferença. Neste F.C.Porto ninguém tem capacidade para ter esse estatuto.

Agora, porque correu mal, é fácil criticar as opções iniciais. Eu não vou por aí. Tínhamos muita carne no banco para meter no assador, utilizá-la no momento certo. Mas como falhamos demasiado e estivemos sempre em desvantagem, quando metemos alguém foi difícil alterar o rumo dos acontecimentos.

A dupla Manuel Queiroz/Fernando Eurico aproveitou a derrota do F.C.Porto para zurzir em Lopetegui. Que critiquem opções, tácticas, etc., ainda estou como o outro, eu também critico, mas atacar o treinador do F.C.Porto porque chamou veterano, no sentido de ser um dos antigos no F.C.Porto, a Quaresma, é mesmo para querer pegar. Enfim, de um admira-me, do outro só não percebo como se vai aguentando, tão fraquinho e engasgado que é.

PS - Estas derrotas deixam marcas, provocam danos, abalam-nos. Mas como não sou portista de vitórias... cá estou e cá estarei sempre na luta, sem desfalecimentos, já passei por bem pior e não desisti. Portanto, críticas, sejam bem-vindas, deita abaixismo... nem pensar!

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

F.C.Porto - Sporting C.P. Não precisamos de provar nada, só de ganhar


É natural que perante tantas provocações, faltas de respeito, insultos rasteiros e definidores de carácter, os portistas gostassem que a sua equipa fizesse uma exibição de gala e conseguisse uma vitória categórica. Até pode acontecer, mas não devemos ir para o estádio com esse espírito. Não precisamos de provar nada a ninguém, só precisamos de ganhar e seguir para a próxima eliminatória. Devemos ter a calma e paciência necessária, apoiar, mas sem pressionar para que tudo aconteça rapidamente. Não podemos passar para dentro do campo nervosismos perniciosos, geradores de intranquilidade, que tiram clarividência e só beneficiam o adversário - ninguém tenha dúvidas, também é por aí que eles nos vão tentar surpreender. Se fizermos isso, junto com a atitude e qualidade superior da nossa equipa, vamos ganhar, mostrar-lhes que não é agitando e incendiando que se derrubam Dragões.

O árbitro é Jorge Sousa...

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano e Andrés Fernández;
Defesas, Danilo, Maicon, Reyes, José Ángel e Marcano;
Médios, Rúben, Herrera, Óliver, Brahimi e Casemiro;
Avançados, Quaresma, Tello, Jackson, Aboubakar, Quintero e Adrián.

Equipa provável:
Andrés Fernández, Danilo, Maicon, Marcano e José Ángel, Casemiro e Herrera, Óliver, Tello, Jackson e Adrián.
 
 
Notas finais:
Hoje de manhã recebi mais um e-mail do meu amigo José Manuel Conceição, ultimamente muito afastado destas coisas da bola - tem tido muito que fazer, não pode dar o flanco, a vida está complicada para todos.
Dizia ele: "Vila, tento entusiasmo com cerca de 4000 lagartos que vão estar a ver o Sporting no nosso estádio? Até parece que nunca se viu nada igual..."
- Zé, não ligues, há quem se contente com qualquer coisinha...

O coisinho vai ter segurança especial. E assim mesmo. Já agora, apelem ao S.Pedro para mandar melhorar o tempo, não vá a chuva e o vento que têm fustigado a Invicta, provocarem uma constipação ao coisinho e depois ele ainda culpa Pinto da Costa - não saí morto, mas saí com uma gripe. Malandros!

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Estou tão comovido que já chorei baba e ranho


Paulo Bento achava que Ricardo Quaresma não tinha o perfil indicado para ir ao Mundial do Brasil. Era um direito legitimo, mas incapaz de assumir desde logo que não contava com o jogador do F.C.Porto, colocou-o na lista dos 30 pré-seleccionados. Quando foi para escolher os 23, deixou Quaresma de fora e argumentou que tinha Nani, Cristiano Ronaldo, Varela e Vieirinha e à pergunta porque optou por Rafa, disse que o jovem que joga no Braga lhe dava alternativas que RQ7 não lhe dava - viu-se, Rafa nem um minuto calçou no Brasil. Nessa altura, salvo alguns portistas, ninguém se atirou a Bento, pelo contrário, muita gente aplaudiu a escolha. Na última terça-feira Quaresma entrou a 6 minutos do fim - problemas por entrar nessa altura? Nenhum, Lopetegui é que não o pode meter tão tarde -, fez apenas o óbvio: o jogo estava no fim do tempo de descontos, era preciso meter a bola na área, cruzar, Quaresma cruzou e bem, golo de Portugal, Cristiano Ronaldo a meias como o defesa da Dinamarca - quando a bola está cá atrás é o guarda-redes ou um defesa que metem no barulho... O "Mustang" virou meio herói - o outro meio foi CR7 -, a propaganda não se cansa de exaltar o "cigano", os que fizeram silêncio quando o "Harry Potter" foi excluído, ouvidos, nunca o número 7 do F.C.Porto mereceu tanto carinho, tanta consideração, tanto respeito, tanta badalação. Claro que tudo isso não tem nada a ver com alimentar o filme Quaresma versus Lopetegui, não se trata de qualquer tentativa para confundir, para pressionar e depois jogar com a decisões do treinador dos Dragões em relação ao seu extremo. Não, foi apenas um rebate de consciência pelo silêncio cúmplice do passado recente. Pelo sim pelo não, ainda bem que o treinador do F.C.Porto tem coração duro... pior fico eu, como tenho coração mole, estou comovidíssimo, já chorei baba e ranho. Fico sempre assim quando vejo os pasquins badalarem jogadores do F.C.Porto, dar-lhes o destaque merecido.
 
 Lixeira rascord da Cofina

Eh, pá, um dos golos da Argélia foi marcado por Brahimi, joga no F.C.Porto, conhecem?
Para perceberem a dimensão da pouca vergonha, vejam os golos da Argélia aqui e comparem.
Outra coisa que me derrete o coração de manteiga é saber que há portistas que escrevem e colaboram com esta lixeira a céu aberto.

Há dias perguntaram-me as razões porque Rui Santos tinha um programa na SIC... há 9 anos! Neste post encontram as minhas razões.
Há quem viva bem neste país fazendo quase só uma coisa: atacar, denegrir, insultar o F.C.Porto e quem o dirige.

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Selecções

 Hoje é dia para falar das selecções.

Começando pela selecção sub-21 que foi a primeira a entrar em acção, ganhou bem. É uma equipa equilibrada, recheada de qualidade, promete muito, mesmo que muitos que podiam estar ao seu serviço, já estejam na selecção A: casos de William Carvalho, João Mário, André Gomes ou lesionados, por exemplo, Bruma, Rony Lopes, Ilori, Edgar Ie e Gonçalo Paciência. Do meio-campo para a frente há muito talento - Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Tozé, Rafa, Bernardo Silva, Iván Cavaleiro, Carlos Mané... -, na defesa, os laterais cumprem - o lateral-esquerdo, Raphael Guerreiro até é uma belíssima surpresa -, mas os centrais não me parecem ao mesmo nível dos restantes jogadores. Ontem tiveram muitas dificuldades com o futebol directo e algo anárquico dos holandeses, foram várias vezes surpreendidos, estiveram muitas vezes mal colocados, daí os quatro golos sofridos e que até podiam ter sido mais - Portugal também teve muitas oportunidades desperdiçadas. Aliás, fossem ambas as equipas mais eficazes e o resultado já de si estranho, 5-4, teria atingido números mais próprios de um jogo de andebol.
Resumindo:
Ainda há muito tempo até ao Euro-2015, se esta malta continuar neste caminho, refinar o que já está bem e corrigir aquilo que parecem ser as suas maiores debilidades, pode fazer uma gracinha na República Checa e lutar pelo título de campeã da Europa sub-21.

Nota particular:
Na semana passada os sub-21 de Portugal venceram na Holanda por 2-0. O panfleto da queimada fiel à sua tradição, encheu a capa com Bernardo Silva, jogador do Benfica - embora haja quem diga que já não é, que é da dupla Jorge Mendes/Peter Lim. Como o pasquim que o Serpa devia dirigir, mas não dirige, seria incapaz de fazer uma capa igual com o jogador do F.C.Porto, Ricardo Pereira, faço eu. Ricardo merece. É o tipo de jogador que gosto. Tem talento, um grande potencial, deixa tudo em campo, joga a onde for preciso de cara alegre, tem uma postura humilde, mesmo quando tinha toda a legitimidade para se pôr em bicos dos pés.
Concluindo:
É um jogador à Porto.

Quando se marca um golo no último minuto do tempo de descontos e esse golo significa uma vitória importantíssima, tende-se a ficar eufórico, esquecer o que esteve para trás. E o que esteve para trás foi uma exibição pouco conseguida da selecção de Fernando Santos - depois do que se viu em França, frente a um adversário bem mais forte, esperava-se bastante mais. Portugal nunca dominou, nunca controlou, foi sempre uma equipa de ritmo baixo, pouca intensidade, lenta, trapalhona e previzível quando tentou sair em ataque rápido. Foi uma equipa que teve um meio-campo pouco organizado, de toque curto, sem qualquer profundidade ou passes de rotura, incapaz de pegar no jogo, ter um lampejo de criatividade, dar jogo em boas condições aos avançados. Por sua vez os dois e meio da frente, também não estiveram muito inspirados, se na primeira-parte ainda conseguiram uma ou outra boa jogada, na segunda raramente criaram perigo, mesmo a melhor oportunidade que Cristiano Ronaldo desperdiçou, foi num período que a Dinamarca estava por cima e num lance de perda de bola inadmíssivel do jogador dinamarquês. Valeu a defesa, em particular os centrais, mais particular ainda, esse jogador de eleição e que parece ter menos 10 anos, chamado Ricardo Carvalho. O golo apareceu quando já ninguém esperava e não vale a pena extrapolar o cruzamento, que foi muito bom, de Quaresma. O jogo estava a dar os últimos suspiros, era preciso meter a bola na área, Quaresma meteu-a. Fez o que devia, o problema do Harry Potter é que muitas vezes não faz o que deve, complica, perde-se em shows particulares que não levam a lado nenhum. O problema de RQ7 nunca foi falta de talento... Também não vale a pena polemizar se foi Cristiano Ronaldo que marcou ou se foi auto-golo. Cristiano teve o mérito de estar lá, fazer-se ao lance, ter o movimento correcto. Deu golo e uma vitória, isso é que importa.
Resumindo:
Depois da derrota em casa frente à Albânia, o jogo de Copenhaga era fundamental por duas razões em particular: porque era importante conseguir um resultado positivo, muito melhor a vitória, para a confiança voltar, deixássemos de ficar a fazer contas logo à segunda jornada; porque era o primeiro jogo oficial do novo seleccionador, seleccionador que mudou muita coisa, desde logo a recuperando para a selecção de jogadores de qualidade e que com Paulo Bento nunca mais teriam hipóteses. Começar com uma vitória acalma as hostes, mata qualquer foco de possível contestação, dá a Fernando Santos a tranquilidade necessária para trabalhar de forma que no futuro Portugal possa juntar às vitórias exibições mais bem conseguidas.

Nota final:
Esperar que André Pipa, mais um prostituto made in travessa da queimada, seja sério quando escreve, é ser muito crente. Um prostituto é sempre um prostituto. E portanto, o artigo deste escaravelho vermelho, deste ratinho de esgoto, desta pipa de água choca, é a deturpação total dos factos. Adelino Caldeira não deixou o coisinho de Alvalade com a mão estendida porque o coisinho acabou com a submissão do Sporting em relação ao F.C.Porto, mas porque faltou de forma rasca e grosseira ao respeito ao Presidente Pinto da Costa.
Quando os pipas e afins, lixo da Cofina, entraram para o panfleto da queimada, o cheiro que já não era bom, tornou-se insuportável. Mas é a esta gentinha que Vítor Kasparov Serpa dá grande protagonismo, direito a páginas grandes, faladura na tv do panfleto. Têm todos uma coisa em comum: o mais primário anti-portismo.