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Colónia Cup: F.C.Porto 3 - Stoke City 0. Belíssima exibição e bons sinais para o futuro


Com a vitória do Colónia sobre o Valência por 3-2 e a conquista do Torneio só possível com uma vitória e 5 golos marcados, Julen Lopetegui escolheu de início uma equipa nova, dos que começaram frente aos espanhóis, apenas Tello e Aboubakar foram chamados a jogar desde o primeiro minuto. Assim, o F.C.Porto entrou com Helton, Ricardo Pereira(aos 60 Maxi), Lichnovsky(Marcano), Martins Indi e José Ángel(60 Alex Sandro), Rúben Neves(60 Danilo) e Imbula(40 Herrera, aos 69 Evandro), Tello(60 Brahimi), Bueno(ao intervalo Sérgio Oliveira) e Varela(60Adrián), Aboubakar(André Silva ao intervalo), isto é, num 4x2x3x1, muitas vezes um 4x2x1x3, foi o treinador a testar sistemas alternativos ao preferido e mais utilizado, 4x3x3. E foi uma belíssima exibição, quase completa e se não deu para ganhar o Torneio, o F.C.Porto sai de Colónia com o prestígio intacto, acaba o estágio deixando óptimos sinais para o futuro, mostrando que está no bom caminho, numa evolução notória.

Uma primeira-parte de grande nível do F.C.Porto. A equipa de Julen Lopetegui esteve bem em vários itens, apenas faltou um bocadinho assim na hora de materializar. Foi um Porto organizado, colectivamente forte, pressionante, equilibrado, circulou e atacou bem pelas laterais e pelo meio, não permitiu ao Stoke qualquer lance de perigo, fez dois golos - Aboubakar a após assistência de Tello, Bueno, num excelente movimento a finalizar um belo cruzamento de Ricardo -, merecia mais e isso diz tudo do que foi a exibição portista nos 45 minutos iniciais.

Na segunda, a exibição dos Dragões não foi tão brilhante, as substituições tiraram ritmo, a qualidade baixou, faltou a profundidade que Aboubakar deu e André Silva não deu, mas a superioridade continuou a ser do F.C.Porto. O conjunto de Lopetegui, hoje de equipamento castanho, manteve a pressão, a coesão, não permitiu qualquer veleidade aos ingleses, marcou mais um golo - Brahimi de penalty -, podia ter marcado outro, tirando um lance que o árbitro anulou e bem, nunca Helton correu qualquer perigo.

Tudo somado, belíssima exibição e vitória sem discussão do F.C.Porto. Boas exibições individuais, mas quando a vedeta é, como foi, o colectivo, não quero distinguir ninguém. Apenas abro uma excepção: Bueno  provou que quem já torcia o nariz tem de o endireitar. Palavras sobre Imbula? Não vale a pena. Só não vê quem é cego.

Agora é o regresso a casa, uma folgazita e começar  a preparar a apresentação aos adeptos. A expectativa está alta,  a festa vai ser bonita, o adversário é apelativo, que o Dragão esgote.

Colónia Cup: F.C.Porto 0 - Valência 0, 5-4 nas G.P. Fez-se justiça


Frente a um Valência forte, recheado de bons jogadores, bem orientado e em preparação acelerada para o play-off da Champions, o F.C.Porto teve na tarde de hoje e na Colónia Cup, mais um teste de elevado grau de exigência. Empatou a zero, mas foi melhor nos 90 minutos, não merecia ter de ir ao desempate através de pontapés da marca de grandes penalidade. Mas venceu, fez-se justiça e já agora, porque não é muito normal, soltem-se os foguetes, não é muito normal o F.C.Porto ganhar os jogos neste tipo de desempates.

De início:
Casillas, Maxi(Ricardo aos 65), Maicon, Marcano(Indi ao intervalo) e Alex Sandro(José Ángel aos 65), Danilo(Rúben Neves aos 52), André André(Sérgio Oiliveira aos 78) e Evandro(Herrera aos 20 e depois Imbula ao intervalo), Tello(Varela ao intervalo), Aboubakar(André Silva aos 65) e Brahimi(Hernâni aos 65).

Uma primeira-parte bem interessante do F.C.Porto.
O conjunto de Lopetegui entrou forte, teve organização, pressão, circulação, dinâmica, conseguiu algumas boas jogadas de envolvimento, criou lances de perigo e oportunidades, foi superior, merecia ter chegado ao intervalo em vantagem. Não foi um Porto exuberante, mas foi um Porto sério, competente e que já teve intensidade, ritmo e uma qualidade aceitável.
Nos primeiros 45 minutos, apenas merecem reparo alguns chutos para a frente e para ninguém, de Maicon e um Tello apático, desconcentrado, lento, incapaz de dar seguimento ao bom jogo do lateral do seu lado. Foi pena que o lado direito não tivesse funcionado como funcionou o lado esquerdo, não por culpa de Maxi que ainda sem estar no ponto, está a caminho do seu melhor.

A segunda-parte foi pior que a primeira.
O jogo tornou-se quezilento, muitas faltas, muitas substituições, com consequência na quebra de ritmo, o F.C.Porto, naturalmente, perdeu organização, dinâmica, não foi tão assertivo, mas mesmo assim foi melhor e mais perigoso, merecia pelo menos um golo. A favor do mérito dos Dragões, o facto do Valência só ter tido uma oportunidade e numa displicência de Maxi que podia ter custado caro.

Tudo somado, frente a um bom adversário, foi um teste positivo e mostrou que a equipa está  no caminho certo e a dar passos seguros para que quando começar oficialmente a época já estar num patamar que lhe permita entrar bem no campeonato. Notou- se uma clara evolução em relação ao último jogo.

Uma palavra final para realçar o excelente apoio que o F.C.Porto teve em Colónia.


Como não temos capacidade para fenómenos nem prodígios...


Nota de abertura para os OCS:
Pablo Osvaldo era o terror na escola primária, batia em tudo que mexia, roubava os lanches dos meninos e das meninas ricas. Quando fez a comunhão solene tiveram de lhe prender as mãos, única maneira de ele não empurrar o padre na altura da comunhão. No Liceu, então, ninguém podia estar perto dele, nenhum professor o aguentava, era constantemente expulso das aulas, reprovava logo no 1º período, por faltas. Quando ingressou nas camadas jovens Huracán ia sempre tomar banho mais cedo nos treinos, nos jogos foram mais as vezes em que foi expulso que jogou uma partida completa. Em Bérgamo, Lecce, Florença e Bolonha, não há ninguém que não possa testemunhar a sua má fama e quando esteve no Espanhol de Barcelona e visitava as Ramblas, nem queiram saber, confusões e mais confusões. Em Roma, até tenho receio de contar o que acontecia frequentemente, mas, enquanto romanos e turistas, como manda a tradição, atiravam moedas para a famosa Fonte de Trevi, Pablo... não, por pudor não conto. A cabeçada no José Fonte, o chapadão no Lamela e outras peripécias, já são bem conhecidas, não é necessário repetir.

Falemos a sério... Agora que já há avançado, teoricamente uma preocupação resolvida, o F.C.Porto tem amanhã e depois, no Torneio de Colónia, dois jogos complicados e exigentes. O primeiro frente aos espanhóis do Valência e o seguinte com os ingleses do Stoke. São dois jogos com um grau de dificuldade elevado em apenas 24, é natural por isso que uns sejam utilizados num jogo e outros noutro, mas em ambos espera-se um Porto a evoluir em todos os aspectos e a dar sinais que vem aí um Dragão forte, consistente, com qualidade e pronto a cuspir fogo. Espera-se também e em função daqueles que serão chamados a jogar, se faça claridade sobre quem conta mais e conta menos, sabendo-se que passada uma semana vai haver a apresentação aos sócios e aí se é quase impossível o plantel estar fechado, estará muito próximo disso.
Ricardo Nunes - fala-se que no final do estágio vai ser emprestado ao Apoel de Nicósia -, Adrián, Hernâni, Lichnovsky - se vier um central será emprestado - e André Silva - deve regressar à equipa B - são nomes na berlinda, com a situação indefinida, segundo a minha análise e que vale o que vale.
Assim, guarda-redes:
Casillas, Helton e Gudiño;
Defesas:
Ricardo Pereira, Maxi, Maicon, Marcano, Indi, Alex Sandro e José Ángel;
Médios:
Rúben Neves, Danilo, Imbula, Herrera, Evandro, Sérgio Oliveira e André André;
Avançados:
Varela, Brahimi, Bueno, Aboubakar, Pablo Osvaldo, Tello.
Neste momento, 23 jogadores, mais um central  - ou Lichnovsky - e um médio com as características que apontei num dos posts mais recentes, seriam bem-vindos. Se fossem de qualidade superior ficaríamos com um plantel à altura das exigências de um clube como o F.C.Porto.

O panfleto da queimada está tão desorientado com a passagem da Fofa com U para o lixo desportivo da Cofina - é lá que ela? está bem, junto daquela lixeira mal cheirosa e do laranjal putrefacto... -, que deu um grande destaque de capa à chegada de um miúdo para o Benfica. O Mike, que é um estupor de um má-língua, mesmo de férias, não perdeu a oportunidade e lá mandou brasa:
- Vila Pouca, depois de Adu, o fenómeno americano, agora temos Bilal, o prodígio holandês? Que seria de nós sem estes pasteizinhos de Belém logo pela manhã?

In Dragões Diário: 
«Patológico
O jornalista Parvo Pinto, da TVI, tem um problema sério com o FC Porto, que lhe acentua a incompetência. Pedro Tinto voltou a tropeçar numa notícia relativa ao nosso clube, chamando uma coisa qualquer ao treinador Julen Lopetegui. Pateta Pinto não vai pedir desculpa, nunca o fez antes, sabe lá o que isso é. O mais estranho é estas coisas acontecerem a Palerma Pinto apenas e só com o FC Porto. Deve ser trauma.»

As desculpas evitam-se e, principalmente, não se repetem.

E a escolha do avançado recaiu em Pablo Osvaldo. Que seja capaz de aproveitar esta oportunidade...


Embora a contratação ainda não esteja oficializada e no futebol, muitas vezes, o que é verdade hoje é mentira amanhã, Pablo Osvaldo é o novo avançado do F.C.Porto. Chega a custo zero, com tudo o que isso significa... Digo novo avançado e não substituto de Jackson, porque esse e em princípio, é Aboubakar, foi para isso que o camaronês foi contratado na época passada - veio com o objectivo de preparar a saída do colombiano, teve um ano para perceber a realidade do futebol português e do F.C.Porto, ir percebendo o modelo e o sistema. Não é Cha Cha Cha, mas quando foi chamado a substituir o actual jogador do Atletico de Madrid, não desiludiu, teve uma média de golos muito interessante.

Desportivamente:
Não conheço muito bem Pablo Osvaldo, vi-o jogar poucas vezes, as vezes que vi não me impressionou por aí além. Mas olhando para o seu percurso e nos clubes que jogou, Roma, Inter, Juventus, Boca Juniores, por exemplo e também na selecção italiana, algum valor deve ter.

Profissionalmente
Parece estar numa fase negativa, descendente, tem parado pouco em cada clube, não tem brilhado, tem fama de ser um bon vivant, indisciplinado, teve problemas em vários clubes, o pico dos seus conflitos foi no Southampton - que pagou por ele 17 milhões de euros à Roma - e com o português José Fonte, a quem agrediu à cabeçada. Resumidamente, é um jogador problemático. Como eu sei tudo isto, os responsáveis do F.C.Porto, treinador incluído, também devem saber e portanto, devem ter ponderado e analisado bem os prós e contras da contratação. Se avançaram para ela é porque têm garantias que Pablo Osvaldo vai ser capaz de aproveitar esta oportunidade, quiçá a última, para voltar à ribalta do melhor futebol do mundo, o futebol europeu. Espero que o italo/argentino, tenha a noção que ingressa num clube de grande prestígio e onde o profissionalismo é levado a sério, não admite desvios grosseiros.

Dito isto e enquanto adepto do F.C.Porto, a partir do momento que Pablo Osvaldo envergue o manto sagrado, não haverá da minha parte qualquer parti pris, será elogiado e criticado conforme a sua performance justifique uma coisa ou outra. Sendo que no Dragão até à morte não há pachorra para prima-donas, nem tolerância para comportamentos desviantes.
Concluindo: em princípio não é uma contratação que tenha tudo para dar certo, pelo contrário. Mas o futebol é uma caixinha de surpresas e já houve algumas que tinham tudo para dar certo e não deram. Sendo assm: Bem-vindo Pablo Osvaldo!

Aaaaaaiiiiiii... estou inconsolável, fiquei hoje a saber que a Fofa com U vai deixar de ser colunista do panfleto da queimada. Que vai ser de mim? De mim?! De nós! Aaaaaiiiiii..., Serpa, meu pastel de Belém, como é possível deixar sair a Leonor que ia tão formosa? O que se passou? Quem a vai substituir?
Queremos a Fofa com U! Queremos a Fofa com U! Queremos a Fofa com U!... Fofa! Fofa! Fofa!...

Expliquem como se eu fosse muito burro:
Então o Benfica comunica à CMVM a transferência de Lima por 7 milhões de euros e não comunica a de Ivan Cavaleiro que foi de 15 milhões? Espera aí, em França dizem que foram 3,5...

Um doce a quem adivinhar como o panfleto da queimada soube do Pablo Osvaldo...

Se fosse o caso, Óliver ou Lucas Lima?


Com o ponta-de-lança a ferver, mas ainda sem claridade em vez de luz, no fundo do túnel - quem será? Já ouvi nomes que nunca me tinham passado pela cabeça...-, a segunda e última prioridade, é um médio ofensivo, podemos chamar-lhe um 10, embora os 10 no futebol actual sejam uma espécie em vias de extinção.
Há três nomes muito badalados: Óliver Torres, Lucas Lima e Eric Lamela. Não acredito na possibilidade do argentino do Tottenham, não porque não seja um excelente jogador, sim, porque custou muito aos ingleses, 30 milhões de euros, ganha muito e tem mercado, principalmente em Itália.
Ora, não estou a ver o Tottenham a emprestá-lo de borla e com uma opção de compra baixa - li e ouvi, 7,5 milhões. Entre Óliver e Lucas Lima, a minha opinião é a seguinte: gosto muito do médio espanhol, mas com a saída de Quintero e com Evandro, André André, Sérgio Oliveira e Herrera no plantel, jogadores com um perfil próximo do jogador do Atletico de Madrid, preferia Lucas Lima. Sem o conhecer bem - os vídeos muitas vezes enganam...- e no futebol brasileiro há mais espaço, parece-me um jogador mais vertical, mais rápido e que aparece melhor na zona de finalização. Quando perguntei a quem conhece Lucas Lima, se não será um Quintero - no sentido, de com a bola faz maravilhas, sem bola tem muitas dificuldades - a resposta foi, não! Junta ao que o colombiano tem de bom, a uma maior capacidade para pisar outros terrenos e é muito mais intenso.

Análise à entrevista de Pinto da Costa ao JOGO

Última hora: Pedro Proença é o novo presidente da Liga

Esmiuçando, como o F.C.Porto frente ao Schalke 04, isto é, com pouca profundidade, a entrevista de Pinto da Costa ao JOGO.
Liga.
O problema passa muito pela questão da arbitragem e pela continuidade de Vítor Pereira. É natural que o Benfica e a sua teoria, mais vale ter gente nossa nos lugares importantes que contratar bons jogadores, queira a continuidade do actual líder da arbitragem e como com Duque o caminho fica mais fácil... Saia Vítor Pereira, entre alguém que tenha critérios de nomeação diferentes da pouca vergonha que foi a época anterior, sem esquecer os observadores e sistema de avaliação dos árbitros, tudo fica mais fácil e o consenso consegue-se com maior ou menor dificuldade.

Casillas.
Se custa em salários o que custavam Andrés Fernández e Fabiano juntos, tendo em conta as mais valias, desportivas e não só, o negócio ainda é melhor do que eu pensava.

Quaresma.
Ninguém mandou Quaresma embora. OK, Quaresma percebeu que ia ter pouco espaço, as coisas para ele não iam ficar fáceis em ano de Europeu, achou que seria melhor sair. O F.C.Porto aceitou, foi bom para todos.

Maxi.
O Benfica não renovou, o F.C.Porto aproveitou e resolveu, eu acho que bem, a questão do lateral-direito.

Rafa.
Queríamos, mas Salvador quando se trata do F.C.Porto estica sempre a corda. Como disse há tempos, não acho prioritário e pelo preço, 10 milhões por 50% do passe, como diz Pinto da Costa, era burrice.

Alex Sandro.
Segundo o Presidente, vai renovar antes de começar o campeonato. Disse também que recusou uma proposta de 30 milhões. Bem, 30 Kilos é muita pasta... quanto à renovação, para mim não é uma surpresa, não devia ser uma surpresa para quem conhece bem o F.C.Porto. Podemos cometer erros, mas seria absurdo e um acto de gestão de difícil compreensão, que os responsáveis pelos Dragões andassem a investir, por exemplo, 20 milhões em Imbula - há uma nota final sobre o francês - e não acautelassem um activo como Alex Sandro. Claro que para alguns, os que disparam antes de pensar e são os independentes da má-língua, os exemplos Danilo e Fernando não lhes ensinaram nada.

Lucas Lima.
Se bem conheço Pinto da Costa, o médio brasileiro do Santos só não virá se Óliver se atravessar no caminho...

Ponta-de-lança.
Fiquei com a nítida sensação que não é um grande nome, portanto, esqueçamos Dzeko, Llorente...

Patrocinador.
Há quem estranhe o facto de uma questão tão importante não ter sido abordada na entrevista. Pode haver duas razões: uma, a negativa, ainda não temos e sendo assim vamos dizer para quê? Pode haver, mas ainda não estar fechado ou estar fechado e obrigar a um recato total nesta altura. Objectivo: ter um grande impacto no momento do anúncio.

Ainda sobre os jogos da pré-época:
Lopetegui, que não é parvo, tem consciência de três coisas: uma, que nunca um treinador teve tanto poder no F.C.Porto presidido por Pinto da Costa, como ele tem; nunca o F.C.Porto fez esforços tão grandes para satisfazer os pedidos de um treinador, como fez na época passada e está a fazer nesta; portanto, sabe que quando a bola começar a rolar a sério, não há desculpas, tem de ser um Porto diferente, que até pode não ganhar, mas tem de fazer sempre tudo para ganhar. Agora, ainda não é o momento para cobranças, não deve ser preocupação do treinador os resultados, sim dar condição física e ritmo a todos, formar equipas equilibradas e que sejam competitivas, frente  adversários fortes, como são as duas equipas alemãs que o F.C.Porto defrontou. Lá chegará o tempo para formar o melhor onze e dar-lhe automatismos. Até porque em condições normais, todos disponíveis, já um núcleo de sete, oito, nove jogadores que garantem sem ser preciso muito trabalho, equilíbrio, organização, coesão e qualidade: Casillas, Maxi, Maicon, Marcano e Alex Sandro, Danilo (André André) Imbula... Brahimi... Tello (Varela)

Nota final:
Acho curioso que os "entendidos" - não é porque andam sempre a dizer, segundo a informação que recolhi, segundo soube, etc, que eles são entendidos. O único que sabe umas coisas e em particular sobre o Sporting, é Pedro Sousa. Rui Pedro Vaz é o tal que quando Carcela chegou para o Benfica disse, é dextro, joga sobre a esquerda, faz diagonais para dentro e remata com o pé direito. É uma espécie de Simão Sabrosa. Ora, Carcela é exactamente o contrário - do Mais Transferências, estejam sempre a repetir, Imbula vai ser titular porque custou 20 milhões de euros. Pura ignorância. Imbula será titular do F.C.Porto, desde que em boas condições físicas, porque é um grandíssimo jogador e não porque custou 20 milhões.

PS 1 - Hoje não há artigo de Miguel Sousa Tavares, apenas porque não foi publicado no panfleto da queimada. Não sei se está de férias, se há outra razão. Pedro Marques Lopes teve o cuidado de avisar no seu último artigo que entrava de férias, de Miguel não sabemos nada, nem ele nem o jornal se deram ao cuidado de avisar. Estão em perfeita sintonia.

PS 2 - Para ler a entrevista de Pinto da Costa e os artigos de António Simões e Paulo Teixeira Pinto, clicar sobre as imagens.

Schalke 04 0 - F.C.Porto 0. Jogo equilibrado, resultado justo, num bom jogo treino


Depois da derrota no jogo com o Borussia Monchengladbach, o F.C.Porto voltou a jogar novamente frente a uma equipa alemã, agora o adversário foi o Schalke 04, 6º classificado da Bundesliga. No jogo disputado em Gutersloh, num estádio com poucas condições, desta feita Julen Lopetegui fez alinhar de início: Casillas, Ricardo, Lichnovsky, Marcano e Alex Sandro, Rúben Neves, Evandro e Sérgio Oliveira, Varela, Aboubakar e Brahimi, num 4x3x3 clássico. E os Dragões, hoje com o equipamento principal, azul e branco, empataram a zero, num jogo equilibrado e com resultado justo.

1ª parte muito disputada a meio-campo, os alemães mais rápidos e mais intensos, um pouco mais perigosos que os portugueses. Não porque estivessem a ser superiores, sim porque eram mais pragmáticos a desenvolver as jogadas e também porque beneficiavam de alguns erros do conjunto de Lopetegui. Enquanto o Schalke em posse de bola não perdia tempo a soltá-la, natural numa equipa mais rodada e por isso mais organizada e mais compacta, do lado do F.C.Porto tudo era mais lento, mais previsível, mais mastigado, natural num conjunto que vários jogadores novos. Depois e a juntar a isso, houve uma ou outra situação em que era o passe que tardava ou saía errado, a equipa era apanhada  descompensada aos perigosos contra-ataques dos alemães, que em duas situações podiam ter marcado. Do lado do F.C.Porto quando se simplificou, Alex Sandro rematou ao poste na melhor oportunidade dos portistas nos 45 minutos iniciais. Também faltou, em particular no lado direito do ataque, quem desse a Varela a ajuda que que precisava. Ricardo, mal a defender e pouco esclarecido a atacar, nunca deu sequência às boas jogadas do Drogba da Caparica. Tudo somado, empate que se aceitava, se os alemães fossem para o intervalo com a vantagem mínima também não escandalizava.
 
2ª parte o F.C.Porto entrou com Helton no lugar de Casillas, Maxi no lugar de Ricardo, Maicon em vez de Lichnovsky e Alex (depois José Ángel aos 80), Rúben Neves (Danilo aos 60), Evandro (Bueno aos 60), André André substituiu Sérgio Oliveira que ficou nas cabines ao intervalo, Brahimi (Adrián aos 69), Aboubakar (André Silva 69) e Varela (Tello). E a etapa complementar foi muito parecida com a primeira. A melhor oportunidade voltou a ser do Schalke, que Helton salvou, mas houve uma pequena diferença, a equipa portista circulou melhor, estendeu-se mais, embora continuasse a faltar clarividência, houve sempre algo que falhou na definição, faltou pensar e executar mais rápido. Nada de grave, é o cansaço, há jogadores que ainda estão fisicamente muito mal. Dois exemplo: Maxi e Tello e se o uruguaio não admira, tem pouco mais que uma semana de treinos, já estranho é estranho... ou não, há jogadores para quem os inícios de época são complicados.

Resumindo: o objectivo de dar minutos de jogo a todos foi quase conseguido - Indi e Imbula foram as excepções -, o resultado é simpático, no próximo fim-de-semana no Torneio de Colónia, espera-se um Porto mais solto, mais próximo daquilo que está ao alcance destes jogadores, mesmo que seja preciso gerir bem já que são dois jogos exigentes em apenas 24 horas.

O melhor, para mim:
Porque Martins Indi está lesionado, Marcano tem jogado mais do que certamente Lopetegui queria, mas isso tem permitido ao central espanhol mostrar a qualidade que tem e reservar lugar no eixo central da defesa.
 
Nota final:
Depois de Jorge Máximo, o taxista vermelho, porque a prioridade do JN, apesar de ser um jornal nortenho, tinha que ser dada a um adepto do clube que ficou em 1º lugar, ontem foi a vez do nosso Lourenço do Trompete. É uma pequenina entrevista que podem ler aqui.

Se quiséssemos ser campeões da pré-época escolhíamos outros adversários

 
É natural, principalmente nesta fase e perante algumas exibições e resultados negativos, apareçam adeptos a ferver em pouca água, a darem palpites sobre tudo. OK, também faço isso, mas devemos todos ser objectivos e principalmente, construtivos. Como já disse e repeti, já vi pré-épocas fantásticas que deram lugar a épocas fracas, já vi o contrário e portanto, encaro estes jogos como eles devem ser encarados: servem para dar condição física, ritmo, mostrar para depois corrigir, defeitos, detectar lacunas. Claro que não gostamos de perder, mas se quiséssemos ganhar sempre não escolhíamos o 3º e 6º classificado da Bundesliga, Borussia Monchengladbach e Schalke, o 4º da Liga Espanhola, Valência ou o chato e complicado Stoke City, 9º classificado da Premier League e com vários jogadores de qualidade, numa aposta para lutar pelos lugares europeus em 2015/2016. Não, teríamos escolhido adversários mais fracos, grau de dificuldade baixo e depois fazíamos uma grande festa de campeões da pré-época, quando viessem os jogos a sério... corríamos o risco de ter grandes surpresas. E ninguém quer isso. Adiante.

Olhando para o actual plantel e com a consciência de até onde podemos ir, penso que a grande maioria dos portistas gostava de ter um central de referência, patrão, líder da defesa. OK, mas quem? Onde está ele? Vamos contratar um jovem, quando acabamos de dispensar um, Diego Reyes, porque precisava jogar e já temos Maicon, Marcano e Martins Indi, este titular da selecção holandesa?

Um médio que juntasse ao talento e génio, uma agressividade, intensidade e capacidade para marcar golos e assistir, um Deco, digo eu como exemplo para todos perceberem, seria bem-vindo. Mas quem? Lucas Lima? Disse faz agora um ano que Quintero podia ser esse jogador, mas o colombiano não correspondeu, tanto fez coisas do arco da velha como desaparece. No futebol actual, jogador que só joga com a bola no pé, sem bola não sabe estar, é incapaz de pressionar, fechar, ajudar, ou é muito bom e decide muitas vezes ou não tem lugar.

Um avançado e aqui, mais vale esperar e contratar bem que contratar alguém que não tenha o perfil pretendido.
Ainda estamos muito a tempo de preencher as carências do plantel. Se houver oportunidade... dentro das nossas possibilidades não deixaremos de o fazer. Agora, como sempre. Mas e para terminar, cuidado com algumas apreciações individuais. Há jogadores que rapidamente apanham a forma física, para quem os inícios de época não custam nada, há outros que demoram mais tempo. Também aqui é preciso ter calma, não ser precipitado, quem anda no futebol há muito tempo está farto de ver patinhos feios transformarem-se em lindos e desejados cisnes.

Ainda uma nota sobre o jogo de ontem, embora no post do jogo já tenha feito referência a isso, importa repetir:
Nos períodos em que jogas mal, não tens profundidade, largura, jogo interior, contundência no último terço, como foi a primeira-parte de ontem, se não deres abébias, estás empatado, podes marcar um golo e ganhar. Agora se ao mau jogo juntares erros primários... ficas muito mais próximo de perder. Gosto de ver uma equipa preocupada em sair a jogar, ter sempre essa preocupação, mas atenção, quando se está apertado e não se consegue, um chutão não fica mal a ninguém. Não podes é oferecer golos de bandeja, só porque a ideia é sair a jogar. Todos os jogadores têm de ter a inteligência de perceber quando podem e não podem construir. E isso aprende-se nos infantis. Também quando a equipa está a sair para o ataque, não podemos fazer passes laterais de risco, sob pena de um passe errado ter consequências graves como aconteceu ontem e tinha acontecido várias na época passada. Nesta altura, porque há cansaço acumulado e são jogos particulares, ainda se vai tolerando estas faltas de concentração, mas quando for a sério não pode ser, não podemos repetir erros.

Mike e Melga para desanuviar...
- Mike, segundo o panfleto da queimada - se o nosso patrão os trata assim... e como ele anda desorientado... o Jorge Mendes vai casar no Porto e não o convidou...-, o F.C.Porto para agradar a Alex Sandro deu-lhe a braçadeira de capitão.
- Melga, se para agradar ao Alex bastasse dar-lhe a braçadeira...

- Mike, depois do chumbo na Assembleia Geral da FPF do sorteio dos árbitros, achas que Vieira já pode vender Lima para o Al Ahli, mais Jonas para a China, Gaitan...?
- Melga, não sejas mauzinho, mas tem piada: nem Benfica nem Al Ahli disseram os valores da transferência do brasileiro, mas hoje já estava tudo certo e por 7 milhões. Só que, afinal, parece que os 7 são apenas 4.
- Mike, será que nem depois dos 15 de Ivan Cavaleiro, serem 3,5 em França, eles aprenderam?

É oficial, Nápoles é o adversário do F.C.Porto no jogo de apresentação. 
Vale mais um zum zum do DAM que as certezas do panfleto da queimada.


Borussia de Monchengladbach 2 - F.C.Porto 1. Melhor a segunda que a primeira-parte, numa derrota injusta. Mas quem oferece golos...


Na casa de um adversário que foi 3º classificado na Bundesliga, vai estar na Champions, e que tem a preparação mais adiantada, o F.C.Porto que entrou de início com Casillas, Ricardo, Maicon, Marcano e José Ángel, Danilo, Sérgio Oliveira, Evandro e André André, Tello e Aboubakar, foi durante a primeira-parte uma equipa lenta, cautelosa, preocupada em ter muita posse, mas para os lados e para trás, estéril, uma equipa sem profundidade e que raramente chegou com perigo à área do Borussia. Os alemães também não fizeram nada de especial, apenas aproveitaram dois erros grosseiros, primeiro de José Ángel que com tempo para tudo quis inventar à entrada da área, perdeu a bola, golo; o segundo, foi Tello que numa saída para o ataque, passou mal, contra-ataque, golo, com Casillas a parecer mal batido. E foi assim, sem que o conjunto da casa fosse superior, que o F.C.Porto chegou ao intervalo a perder por dois golos de diferença, resultado pesado, injusto, mas no futebol não se pode dar nada de barato.
Há atenuantes, muitos destes jogadores nunca jogaram juntos, não há conjunto, organização, ainda falta frescura e equipa cansada perde discernimento a pensar e a executar. OK, mas quando é assim, tens de estar concentrado, não dar abébias, se não consegues ficar em vantagem, pelo menos tens de estar empatado. Estes erros que aconteceram várias vezes na época passada, têm de acabar.

Para os segundos 45 minutos e de início, Lopetegui fez entrar Alex Sandro, Rúben Neves, Brahimi e Varela, para os lugares de José Ángel, Danilo, Evandro e Tello, mais tarde entrariam Maxi e Bueno para as saídas de Ricardo e Sérgio Oliveira, André Silva substituiu Aboubakar, depois Hernâni e Lichnovsky, nos lugares de André André e Maicon.
Entrando bem no jogo, os portistas reduziram logo aos 4 minutos por Aboubakar, após excelente jogada de Varela, foram superiores, só por uma vez estiveram em riscos de sofrer, Casillas salvou. Foi um Porto mais organizado, mais equilibrado, mais consistente e mais rápido, teve mais ataque até à saída de Aboubakar, merecia pelo menos o empate.

Resumindo: foi um bom jogo treino, permitiu detectar alguns defeitos que persistem e lacunas que têm de ser colmatadas. No primeiro caso, posse sim, mas para a frente e isso aconteceu na etapa complementar; continuamos a falhar passes em zonas que dão contra-ataques perigoso e a cometer erros de principiante. Urge contratar mais um ponta-de-lança, André Silva ainda tem algum caminho a percorrer; se sair Alex Sandro, José Ángel parece apostado em mostrar que não é alternativa válida.

Muito bem André André e excelente segunda-parte do Silvestre Varela, os meus destaques.

Para ler o artigo do Pedro Marques Lopes basta clicar na imagem...

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